DF: mulher é esfaqueada e morta pelo companheiro na frente da filha

Flávia Gomes da Silva, de 35 anos, foi esfaqueada pelo companheiro em plena rua no Itapoã (DF) enquanto a filha de 4 anos presenciava o crime
Anderson Gonçalves, de 44 anos, desferiu ao menos 10 facadas contra sua companheira Flávia Gomes da Silva, de 35 anos, em plena rua, na frente da filha do casal, de apenas 4 anos, na segunda-feira (7/9), no Itapoã, no Distrito Federal. As imagens obtidas pela reportagem registram o momento em que o homem aborda a vítima e começa a golpeá-la. Flávia chegava de um supermercado com a menina quando foi atacada. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu. Nas imagens, é possível acompanhar toda a sequência do ataque. Flávia cai no chão durante as agressões, mas Anderson continua a desferir os golpes. Em seguida, ele se retira do local caminhando normalmente, enquanto diversas pessoas estavam presentes na rua e nenhuma delas tentou impedir sua fuga.
Após o crime, Flávia Gomes foi socorrida por um morador da região que ouviu os pedidos de ajuda. O eletricista e socorrista Odesvaldo Alves Cardoso, de 30 anos, contou ao Metrópoles que estava se preparando para tomar banho e ir à igreja quando escutou os gritos da vítima e da filha dela. "Ela gritou por mais ou menos seis vezes. A criança, a filha dela, estava gritando, e aí eu desci lá para ajudar. Quando eu cheguei, ela estava de olho aberto e em estado de choque", disse. "Comecei a fazer os primeiros socorros nela. A mulher estava caída e respirando. O coração dela estava batendo, e comecei a fazer os primeiros socorros nela, eu e uma moça abençoada". Segundo Odesvaldo, Flávia Gomes permaneceu respirando e com o coração batendo até a chegada das equipes de emergência. Ele deixou o local após os bombeiros assumirem o atendimento e soube, pouco depois, que a vítima havia falecido. "Antes de eu sair para a igreja, eles falaram que ela tinha falecido", afirmou.
O socorrista relatou ainda que um vizinho retirou a menina de 4 anos do local para evitar que ela acompanhasse o socorro da mãe. Pouco depois, um dos filhos mais velhos de Flávia chegou ao endereço. "Depois o filho mais velho da vítima veio para o local do crime. Quando descobriu que a mãe morreu ele entrou em desespero", acrescentou. De acordo com informações repassadas à polícia, Anderson teria mandado a própria filha correr durante o ataque. Após o crime, ele fugiu do local. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) já estava no encalço do suspeito, e a prisão em flagrante era considerada iminente. O advogado de Anderson tentou apresentá-lo à delegacia, mas, antes que isso ocorresse, ele foi capturado por volta das 7h, nas imediações da 6ª DP, responsável pela investigação do feminicídio. Em depoimento, Anderson afirmou que teve uma discussão com Flávia Gomes e que, no calor do momento, pegou uma faca que mantinha dentro do carro e a esfaqueou. Segundo ele, o objeto era utilizado para pescaria.
Testemunhas relataram aos policiais que ouviram uma discussão entre o casal momentos antes do feminicídio. Familiares também confirmaram que Flávia Gomes e Anderson mantinham um relacionamento conturbado. A irmã da vítima soube da morte após ser avisada por telefone pela nora de Flávia. Em depoimento, ela contou que o casal estava junto desde 2017 e que, apesar de não morarem oficialmente juntos, Anderson frequentava constantemente a casa da vítima. A familiar afirmou ainda ter presenciado Anderson agredir Flávia Gomes em duas ocasiões diferentes. Segundo ela, a vítima já havia reclamado sobre o comportamento do companheiro, mas nunca chegou a registrar boletim de ocorrência contra ele. Flávia Gomes da Silva deixou três filhos: a criança de 4 anos, um adolescente de 16 anos e um filho adulto.