Policial penal é preso suspeito de matar esposa a tiros na Grande SP

Arthur Bugni é preso por suspeita de matar esposa Aline Bugni — Foto: Arquivo pessoal
Policial penal foi detido em flagrante após Aline Bugni ser baleada na cabeça em Cajamar; polícia registrou "dúvida quanto ao suicídio"
Um policial penal de 40 anos foi preso após a morte da esposa, de 31 anos, em Cajamar, na Grande São Paulo. Felipe Arthur Bugni foi detido em flagrante depois que Aline Alves Bugni foi encontrada baleada na cabeça dentro da própria casa, na noite desta segunda-feira, na rua João de Moraes Tavares.
Foi o pai de Aline quem acionou a polícia após ser alertado pela neta, de apenas seis anos, que foi até a porta do avô pedir socorro e contar que a mãe estava morta. O casal e o pai de Aline dividiam o mesmo sobrado e compartilhavam um quintal.
Felipe Bugni afirmou aos policiais militares que estava fora do quarto quando ouviu o barulho de um disparo e encontrou a mulher morta. Essa versão, no entanto, é contestada pelo pai da vítima. Segundo ele, o casal estava em discussão no dia do crime e um som em volume alto foi ligado momentos antes do tiro, o que impediu que ele escutasse o disparo.
A morte de Aline foi confirmada por uma equipe de socorristas no quarto onde ela foi atingida. O médico da equipe encontrou uma pistola sob a cama do casal e desmuniciou a arma antes da chegada da polícia, pois Felipe Bugni havia ameaçado tirar a própria vida, de acordo com o boletim de ocorrência.
Após o crime, Felipe Bugni agrediu o sogro com socos, causando um corte no supercílio e uma suspeita de fratura no nariz, o que exigiu atendimento médico. O policial penal alegou ter batido no sogro em resposta a uma agressão anterior.
Familiares relataram à polícia que Felipe Bugni era ciumento e havia cortado o contato de Aline com parentes. O irmão da vítima afirmou que ela já havia demonstrado interesse em se separar, mas tinha medo do marido.
Na delegacia, Felipe Bugni ficou em silêncio quando questionado sobre a morte da esposa. Ele negou ter praticado violência psicológica contra Aline e afirmou que o relacionamento entre os dois era bom.
Além de ser investigado pela morte da esposa, Felipe Bugni foi preso por lesão corporal contra o sogro, ameaça, violência doméstica e violência psicológica. A morte de Aline foi registrada como suspeita, e a polícia destacou "dúvida quanto ao suicídio".
Felipe Bugni foi nomeado para o cargo de policial penal em 2013 e recebia uma remuneração bruta de R$ 6 mil.
Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior, com ligação gratuita. O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico. Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
Denúncias sobre violações de direitos humanos podem ser feitas pelo Disque 100, pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil ou pela página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).
Vítimas em situação de risco podem solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.
Se você estiver tendo pensamentos suicidas, procure ajuda especializada. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional e prevenção ao suicídio gratuitamente, 24 horas por dia, pelo telefone 188, além de atendimento por chat, e-mail e presencialmente. Outra opção é buscar um Caps (Centro de Atenção Psicossocial) na sua cidade. Há ainda o Pode Falar, canal criado pelo Unicef para jovens de 13 a 24 anos, com atendimento anônimo e gratuito.