Fachin recebe carta de 13 ex-ministros do STF pedindo resposta urgente à crise

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Ex-presidentes e ministros aposentados do STF pedem a Fachin sessão urgente do plenário para apurar crise que afeta o tribunal
Um grupo de 13 ex-ministros e ex-presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal) enviou uma carta ao atual presidente da corte, Edson Fachin, pedindo uma resposta institucional ao que descrevem como a "mais aguda crise" da história do tribunal. O documento foi divulgado publicamente e solicita que Fachin convoque, com urgência, uma sessão pública do plenário para tratar dos fatos que estariam comprometendo a credibilidade da instituição. Segundo o texto da carta, o objetivo da sessão seria que o "Tribunal Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos" cuja divulgação vem "comprometendo o prestígio e a autoridade" do Supremo, além da "confiança do povo e até mesmo a estabilidade das instituições democráticas".
O documento não menciona nominalmente nenhum ministro em exercício, mas é divulgado em meio ao desgaste institucional envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, em meio à crise com o ministro André Mendonça. A carta foi assinada em 8 de setembro de 2026 e traz os nomes de figuras históricas da corte.
O documento reúne nomes de peso da história do STF. São eles: - Néri da Silveira - Francisco Rezek - Sydney Sanches - Celso de Mello - Carlos Velloso - Ilmar Galvão - Nelson Jobim - Ellen Gracie - Cezar Peluso - Ayres Britto - Joaquim Barbosa - Eros Grau - Rosa Weber No texto integral, os signatários afirmam manifestar "plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza" de Fachin na condução da corte, e expressam a "absoluta convicção" de que o presidente do STF designará, com urgência, a sessão pública solicitada. A carta representa um movimento incomum entre ex-integrantes da corte, que optaram por se manifestar coletivamente diante do cenário de tensão institucional que envolve o tribunal.
O pedido de apuração "sob o devido processo legal" sugere a preocupação dos ex-ministros com a observância das garantias processuais no tratamento dos fatos em questão. Até o momento, não houve resposta pública de Fachin ao documento. A divulgação da carta intensifica o debate sobre os rumos do STF em um momento de pressão sobre suas instituições e seus integrantes.