Fazenda convocará clubes para avaliar perdas com a proibição das bets

Foto; Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
Ministro da Fazenda convocará clubes e confederações para avaliar perdas com a proibição dos sites de apostas, mas descarta socorro imediato
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo federal convocará clubes de futebol e confederações para avaliar o impacto do fim das bets no esporte. Apesar disso, o ministro deixou claro que não há, no momento, qualquer previsão de socorro imediato às equipes que perderão patrocínios com a proibição dos sites de apostas. Durigan explicou que a equipe econômica pretende, antes de tomar qualquer decisão, dimensionar a dependência do setor em relação a esse tipo de receita e ouvir as demandas dos envolvidos. "Por determinação do presidente Lula, vamos chamar tanto os clubes de futebol quanto as confederações para entender qual é o real impacto", declarou o ministro em coletiva de imprensa realizada após a cerimônia de anúncio da proibição dos sites de apostas, que figuram entre os maiores patrocinadores do futebol brasileiro.
O ministro indicou que a participação do dinheiro das bets nos orçamentos dos clubes varia, em média, na casa de um dígito percentual, e que qualquer resposta do governo dependerá do diagnóstico a ser construído nas reuniões com os representantes do setor. "Caso seja necessário, caso essa seja a avaliação do governo, vamos adotar uma medida na sequência. Mas para hoje, não", afirmou Durigan. Ao justificar a decisão de endurecer as regras contra as bets, Durigan revelou que o governo considerou diferentes cenários antes de chegar à resolução final, incluindo a possibilidade de proibir apenas o funcionamento de cassinos online, além de avaliar os impactos em outros segmentos da economia.
A opção, no entanto, foi pela proibição completa dos sites de apostas, levando em conta as consequências sociais observadas. Segundo Durigan, a avaliação do governo foi de que seria necessária uma medida mais protetiva para a população. "Estamos lidando com um tema grave, que tem gerado repercussão negativa para a sociedade", afirmou o ministro, reforçando o caráter social da decisão tomada pela gestão Lula.