Durigan defende arcabouço fiscal do governo

Foto; Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
Ministro da Fazenda rebate críticas de gastos sem controle e destaca bloqueio de R$ 17 bilhões no orçamento de 2026
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 11, que o arcabouço fiscal é a garantia para o País de que os gastos públicos estão sob controle. As declarações foram feitas durante entrevista à Band News FM, concedida na condição de coordenador da área econômica da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para Durigan, o arcabouço garante que a receita é sempre superior à despesa, contrariando análises que apontam descontrole fiscal no governo. Durigan rebateu críticas recorrentes sobre o nível de gastos do governo federal. "Isso é uma coisa fácil que se coloca por aí, muito analista coloca, mas não é essa a explicação", declarou o ministro.
Segundo ele, o impulso fiscal — ou seja, o quanto o gasto do governo aumentou a demanda agregada — ficou na média de 1,3% ao ano entre 2023 e o fim de 2025. "Então não estamos falando de gasto desmesurado", argumentou. O ministro também destacou uma medida tomada para 2026, ano eleitoral, que considera emblemática do compromisso do governo com a responsabilidade fiscal. Ele e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, realizaram um bloqueio no orçamento público de R$ 17 bilhões. "O governo está contendo o gasto em ano de eleição em R$ 17 bilhões. Então, não é verdade que o governo gasta sem limite ou sem regra, é uma fala muito fácil, essa que não condiz com os fatos", afirmou Durigan.
Ainda que tenha reconhecido o crescimento da dívida pública, Durigan classificou a situação como "perfeitamente reversível". "E é uma obsessão que eu tenho. É preciso que a gente estabilize a nossa dívida, ela não deve seguir crescendo no ritmo que cresceu, e passe a diminuir. É natural que a gente busque isso. Agora, nós não podemos buscar isso com resposta fácil", disse o ministro. Durigan voltou a apontar a taxa de juros elevada como principal responsável pelo aumento da dívida entre 2024 e 2026. Para ele, o debate sobre os juros no País é central nesse contexto. "Como a gente discute a taxa de juros do País? Esse é o grande tema, a gente já discutiu isso. Do lado do ministro da Fazenda com compromisso para o futuro, é melhorar o fiscal", afirmou. O ministro reforçou que a melhora das contas públicas segue como prioridade de sua gestão.