MS: duas mulheres são mantidas reféns dentro do próprio carro por homens armados

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Duas mulheres foram mantidas reféns dentro do próprio carro por homens armados; três suspeitos foram presos e o veículo recuperado.
Duas mulheres foram rendidas por três homens armados na noite desta segunda-feira (14), em Campo Grande, enquanto uma delas deixava a amiga em casa. As vítimas foram obrigadas a permanecer dentro do próprio veículo e ficaram sob o controle dos criminosos durante parte da ação. O carro foi localizado horas depois pela Polícia Militar, e três suspeitos foram encaminhados à delegacia. Segundo o boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta das 20h25. As mulheres estavam em um Jeep Renegade preto quando foram abordadas pelos três homens, que bateram no vidro do veículo e ordenaram que a motorista abrisse a porta.
Uma das vítimas foi colocada no banco traseiro junto com dois dos criminosos, enquanto o terceiro ocupou o banco do passageiro da frente e obrigou a outra mulher a continuar dirigindo. Durante o trajeto, os suspeitos realizavam chamadas de vídeo para uma terceira pessoa, perguntando o que deveriam fazer. Segundo o relato das vítimas à polícia, essa pessoa teria determinado que elas fossem mortas. As mulheres também relataram ter sido agredidas com golpes de coronha enquanto estavam sob o domínio dos criminosos.
Depois de percorrerem a cidade, um dos homens foi deixado nas proximidades da antiga rodoviária. Os outros dois continuaram no veículo com as vítimas até a região central, onde as duas mulheres foram deixadas em frente a um estabelecimento na Rua Barão do Rio Branco. Os criminosos fugiram levando o Jeep Renegade. Antes de ser deixada, uma das vítimas conseguiu esconder o celular debaixo do tapete do carro com a intenção de ajudar a polícia a localizar o veículo, mas não conseguiu acessar a localização do aparelho naquele momento. As vítimas descreveram os três homens como aparentando ter entre 18 e 25 anos. Uma delas relatou que um dos suspeitos tinha traços orientais, outro era moreno com tatuagem no pescoço, e o terceiro era branco e possuía várias tatuagens pelo corpo.
A Polícia Militar recebeu informações sobre o roubo e iniciou buscas pelo Jeep. Por volta das 4h26 desta terça-feira (15), uma equipe localizou um veículo com as mesmas características no quintal de uma casa na Rua Altino de Almeida Santiago. O morador do imóvel afirmou ter recebido o carro de dois homens para guardá-lo temporariamente, informando que eles voltariam para buscá-lo. O morador também indicou aos policiais que os dois suspeitos poderiam estar em um hotel na região da Rua Dom Aquino. A equipe se deslocou até o local e encontrou dois homens com características semelhantes às descritas pelas vítimas, identificados como Ryan Soares Freire e Gabriel Bottencourt Ramires. Durante a abordagem, Ryan teria confessado participação no roubo e indicado onde estava a arma usada no crime.
Um revólver calibre .38 foi encontrado em um quarto nos fundos do hotel, dentro de um saco plástico, sem munição. Durante buscas no local, os policiais também localizaram seis munições do mesmo calibre escondidas sob algumas telhas, sendo cinco deflagradas e uma intacta. Segundo o registro policial, a numeração da arma não foi localizada, mas o documento esclarece que não houve constatação de que a numeração tivesse sido raspada ou suprimida. Um terceiro homem foi localizado em outro quarto do hotel e, segundo a polícia, preferiu permanecer em silêncio durante os questionamentos. O morador da casa onde o carro foi encontrado também prestou esclarecimentos, confirmando que manteve contato por aplicativo de mensagens com um dos suspeitos. O Jeep Renegade foi apreendido e encaminhado à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv). Os envolvidos foram levados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac). A ocorrência foi registrada como roubo com agravantes por participação de mais de uma pessoa, uso de arma de fogo e restrição da liberdade das vítimas, além de crimes relacionados à guarda do veículo e à posse ilegal da arma. As vítimas não foram levadas à delegacia no momento da apresentação dos suspeitos, conforme o boletim. A Polícia Civil, por meio da Defurv, deve investigar a participação de cada envolvido e tentar identificar a terceira pessoa que, segundo as vítimas, teria participado das chamadas de vídeo durante o crime. O g1 não encontrou a defesa dos suspeitos.