Produtora entrega 21 mil páginas ao STF sobre “Dark Horse”, filme de Bolsonaro

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Karina Ferreira da Gama protocolou documentos sobre o filme "Dark Horse" ao ministro André Mendonça, mas dados dos EUA ficaram de fora
A produtora Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, protocolou nesta sexta-feira (4), no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, 21 mil páginas de documentos sobre o filme "Dark Horse" diretamente ao ministro André Mendonça, relator do caso.
A entrega tem como objetivo colaborar com as investigações em andamento, conforme informação publicada no blog Caio Junqueira, da CNN Brasil.
A extensa documentação, no entanto, não contempla os dados referentes aos custos da parte norte-americana da empresa. O sócio da produtora nos Estados Unidos informou que repassaria essas informações somente mediante aceitação da Justiça americana.
Além da entrega dos documentos ao ministro André Mendonça, a defesa de Karina Ferreira da Gama também comunicou à Polícia Federal, na mesma data, o interesse em cooperar com as investigações relacionadas ao filme "Dark Horse".
A iniciativa reforça a disposição da produtora em colaborar com os órgãos competentes.
No âmbito das investigações, um e-mail foi enviado no dia 18 de agosto por um delegado da Polícia Federal lotado em Brasília, acompanhado de um ofício que detalhava o pedido de acesso aos autos da investigação.
Esses autos estão sob relatoria do ministro Flávio Dino, e a solicitação visa discutir a atuação do ministro no caso.
O ofício em questão solicita a "apresentação voluntária da documentação comprobatória da produção cinematográfica", incluindo faturas pagas, invoices, tanto nacionais quanto internacionais, contratos, aditivos, demonstração de despesas, além de comprovantes das origens dos recursos empregados e dos financiamentos utilizados na produção do filme "Dark Horse".
O caso envolve o filme associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades brasileiras.
A entrega das 21 mil páginas representa um passo relevante no processo investigativo, ainda que informações sobre os custos nos Estados Unidos permaneçam pendentes de autorização judicial americana.