Eliminações fazem Cruzeiro projetar queda de renda e público no Mineirão

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Eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores, o Cruzeiro enfrenta queda de renda e engajamento, mas mantém a vaga na Libertadores como obrigação
Com a eliminação na Copa do Brasil na última terça-feira, o Cruzeiro enfrenta consequências que vão além da frustração esportiva. Sem chances reais de conquistar títulos na temporada, o clube deve registrar queda na renda e no engajamento da torcida. Restam ao time comandado por Artur Jorge apenas 13 partidas no calendário, sendo seis delas no Mineirão. O impacto financeiro e nas arquibancadas é uma preocupação concreta.
O Cruzeiro havia se consolidado como uma das sensações do futebol brasileiro na segunda metade do primeiro semestre, encerrando o primeiro turno com a quarta maior média de público do Campeonato Brasileiro. Em dez jogos, a Raposa levou 278 mil torcedores ao Mineirão, média de 27 mil pessoas por partida, ficando atrás apenas de Flamengo, Corinthians e Bahia.
Números expressivos antes das eliminações
Após a pausa para a Copa do Mundo, os públicos e rendas registrados no Gigante da Pampulha foram expressivos:
Cruzeiro x Atlético-MG: público de 59.225 torcedores e renda de R$ 4.917.351,00
Cruzeiro x Flamengo: público de 34.166 torcedores e renda de R$ 2.021.735,50
Cruzeiro x Flamengo: público de 60.046 torcedores e renda de R$ 5.009.250,50
Cruzeiro x Mirassol: público de 57.850 torcedores e renda de R$ 2.320.640,00
Cruzeiro x Chapecoense: público de 32.402 torcedores e renda de R$ 1.642.521,00
Cruzeiro x Botafogo: público de 39.294 torcedores e renda de R$ 2.140.430,50
Nesse recorte, a média de público foi de 47.163,83 torcedores, com renda média de R$ 3.008.654,75 por partida. Com a impossibilidade de títulos, é provável que esses números caiam de forma significativa nas rodadas restantes.
Premiações menores do que na temporada anterior
Na última temporada, o Cruzeiro acumulou R69,4milho~esempremiac\co~es.Dessetotal,R69,4milho~esempremiac\co~es.Dessetotal,R 20.616.750,00 vieram pela campanha na Copa do Brasil, competição em que o clube chegou à semifinal. Nesta temporada, com a eliminação precoce na competição nacional, a premiação será de apenas R$ 9 milhões.
Na Libertadores, a Raposa recebeu cerca de R$ 16,93 milhões. Eliminado tanto da Copa do Brasil quanto da Libertadores, restou ao Cruzeiro o mesmo objetivo que norteou a temporada de 2025: garantir a classificação para a Libertadores. Porém, diferente do que ocorreu sob o comando de Leonardo Jardim, nesta temporada a vaga direta na competição continental é tratada como obrigação pelo clube.
Segundo dados da UFMG, a Raposa ainda está matematicamente viva na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro, mas com probabilidade de apenas 0,86%.
Em pronunciamento antes da entrevista coletiva de Artur Jorge após a eliminação, o vice-presidente do Cruzeiro, Pedro Junio, fez um forte desabafo e citou a classificação para a fase de grupos da Libertadores como meta inegociável.
– "A gente tem obrigação com o nosso torcedor de conseguir a vaga para Libertadores, como nosso objetivo restante de temporada. Aqui a gente não aponta dedo para jogador ou para treinador ou pra ninguém do staff, porque quando perde o Cruzeiro, perdem todos, e quando ganha é todo mundo. Então juntos a gente vai sair dessa situação" – pontuou o dirigente.
Com o calendário reduzido e as eliminações nas copas, o Cruzeiro encerra a temporada focado em garantir sua presença na Libertadores de 2026, objetivo que o próprio vice-presidente classificou como compromisso com a torcida.