Cruzeiro melhora cruzamentos, mas sofre nos duelos aéreos

Foto: Celo Gil/Cruzeiro
Dados do Sofascore mostram avanço nos cruzamentos do Cruzeiro, mas aproveitamento em duelos aéreos caiu de 52,7% para 43,2% no segundo turno
Apesar das dificuldades persistentes em bolas aéreas, o Cruzeiro conseguiu melhorar os números de cruzamentos no segundo semestre da temporada. No entanto, ao comparar os dois dados, o saldo ainda é mais negativo do que positivo para a equipe mineira. Segundo levantamento do Lance! com base na plataforma Sofascore, o aproveitamento de cruzamentos subiu de 22,9% para 26,5% entre o primeiro e o segundo turno do Brasileirão.
O volume de cruzamentos também aumentou, passando de 4,06 para 5,75 por partida, indicando uma maior utilização dessa estratégia pelo time. Em um momento de queda na criatividade, com os gols esperados (xG) recuando de 1,64 para 1,38, as bolas alçadas na área tornaram-se uma alternativa ofensiva. Nesse contexto, dois dos 24 gols marcados pela Raposa no segundo turno tiveram origem em escanteios, reforçando a importância das jogadas de bola parada. Por outro lado, os duelos aéreos, que já eram problemáticos, tornaram-se uma preocupação ainda maior. O aproveitamento nessa modalidade caiu de 52,7% para 43,2%, um recuo significativo. No jogo pelo chão, a equipe comandada por Artur Jorge segue superior aos adversários, mas a fragilidade aérea continua sendo um ponto de atenção.
O técnico Artur Jorge foi questionado sobre as bolas aéreas do Cruzeiro em diversas ocasiões ao longo da temporada. Em maio, após o duelo contra a Chapecoense pelo Brasileirão, o treinador abordou o tema de forma direta: – "É uma questão que temos que melhorar, evidentemente. Todos os detalhes que podemos controlar devem ser alvo de maior rigor. Precisamos defender melhor essas situações. São momentos normalmente de bola dentro de nossa grande área, próximas do nosso gol. Devemos ser mais agressivos e assertivos para combater essas ocasiões. Assim, anulamos as chances de gol dos adversários" – analisou o técnico.
Mais recentemente, Artur Jorge voltou a ser questionado sobre o assunto após a derrota do Cruzeiro para o Vasco. O treinador português minimizou a responsabilidade dos zagueiros no gol sofrido: – "Bola aérea estamos falando do terceiro gol. Se for uma bola aérea em movimento, como no terceiro gol, um cruzamento para a área... Acho que nossos zagueiros foram os melhores em campo. Eles acabam sofrendo um gol na zona deles, mas não é justo que eles sejam responsabilizados por esse momento específico do jogo" – comentou.
Em seguida, o técnico reforçou que o caminho para superar o problema passa pelo trabalho diário: – "Sobre bolas aéreas, já falei o que tinha que falar em coletivas anteriores. Só nos resta trabalhar, corrigir e melhorar o que percebemos que pode ser modificado para melhor. Isso deve acontecer por meio do trabalho" – complementou. O Cruzeiro, portanto, apresenta uma evolução nos cruzamentos, mas ainda enfrenta desafios consideráveis nos duelos aéreos, o que segue sendo um dos principais pontos a serem trabalhados pela comissão técnica para o restante da temporada.