Copasa suspeita de sabotagem após rompimentos de adutoras em BH

Vazamento de água abre cratera e alaga rua no Barreiro, em BH - Foto: Redes sociais
Companhia apresentou ao Ministério Público indícios de sabotagem após quatro rompimentos consecutivos de adutoras na Grande BH
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) levantou a hipótese de sabotagem após quatro rompimentos consecutivos de adutoras em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.
A suspeita foi apresentada ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) durante uma reunião realizada na segunda-feira (14), na capital mineira.
A presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, compareceu à sede da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) para apresentar ao Ministério Público os resultados dos levantamentos iniciais conduzidos pela própria companhia. Na ocasião, foram compartilhadas as primeiras informações coletadas sobre os incidentes.
Além dos rompimentos nas adutoras, a Copasa informou ter identificado danos no sistema antiodor da Lagoa da Pampulha. Segundo a empresa, cabos foram furtados e outras peças do equipamento foram danificadas. O problema foi descoberto durante uma vistoria técnica realizada em 8 de setembro. O sistema fica localizado nas proximidades do Aeroporto da Pampulha.
De acordo com o MPMG, a Copasa se comprometeu a repassar ao órgão todas as informações já levantadas. A partir da análise do material, o Ministério Público poderá decidir pela abertura de uma investigação criminal para apurar os episódios e verificar se os casos têm relação entre si e se houve prática criminosa.
O conjunto de ocorrências, que inclui tanto os rompimentos das adutoras quanto os danos ao sistema antiodor da Lagoa da Pampulha, está sendo tratado com atenção pelas autoridades. A possibilidade de que os episódios estejam conectados e sejam resultado de ação deliberada é o principal ponto a ser investigado pelo Ministério Público nas próximas etapas.