Confiança da indústria recua em setembro e mantém pessimismo por 21 meses

Indústria | Foto: CNI/Reprodução
Índice de confiança da indústria recua em setembro e mantém série histórica de pessimismo pelo 21º mês consecutivo, segundo a CNI
O índice de confiança da indústria brasileira voltou a recuar em setembro de 2026, mantendo o indicador abaixo da linha de 50 pontos pelo 21º mês consecutivo. Trata-se do período mais prolongado de pessimismo já registrado pela série histórica desde os anos de 2015 e 2016, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com a CNI, a queda foi disseminada entre todos os componentes do índice, afetando tanto a avaliação das condições atuais quanto as expectativas para os próximos meses. "Essa queda foi generalizada, verificada em todos os componentes do índice, tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas", afirmou em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Condições atuais em queda
A percepção dos empresários sobre a situação econômica do país foi um dos principais fatores para o recuo do indicador.
As condições atuais registraram 40,2 pontos, uma queda de 2,5 pontos em relação ao mês anterior. A avaliação sobre a economia brasileira ficou em 33 pontos, recuo de 3,6 pontos, passando de 36,6 para 33 pontos.
Já a percepção sobre as condições das empresas ficou em 43,8 pontos, queda de 1,9 ponto.
O Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente, registrou queda de 2,5 pontos, passando de 42,7 para 40,2 pontos. A avaliação sobre a situação econômica do Brasil foi a que apresentou o maior recuo entre os componentes analisados.
Expectativas também recuam
O pessimismo avançou igualmente nas perspectivas para os próximos meses.
O Índice de Expectativas ficou em 47,2 pontos, queda de 0,9 ponto, passando de 48,1 para 47,2 pontos. A expectativa para o futuro da economia ficou em 39,1 pontos, recuo de 0,6 ponto em relação ao mês anterior.
As expectativas para as empresas registraram 51,3 pontos, queda de 1 ponto, passando de 52,3 para 51,3 pontos.
Para a CNI, as oscilações positivas registradas ao longo de 2026 não foram suficientes para alterar o cenário de desconfiança entre os empresários industriais. Segundo a entidade, eventuais melhorias verificadas em alguns meses do ano foram pontuais e não mudaram o quadro geral.
A falta de confiança continua disseminada entre os industriais brasileiros.
A edição de setembro do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) ouviu 1.186 empresas industriais entre os dias 1º e 8 de setembro de 2026. Do total de participantes, 475 eram pequenas empresas, 441 médias empresas e 270 grandes empresas.