Inquérito investiga professora acusada de esfregar prova no rosto de aluno em BH

Secretaria de Estado de Educação instaurou um Processo Administrativo Simplificado para apurar os fatos - Foto: Reprodução/Redes sociais
Professora da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte é investigada após esfregar prova no rosto de aluno em BH
A Polícia Civil de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Educação abriram investigações após uma professora ser flagrada por câmeras de segurança esfregando uma prova no rosto de um aluno do 3º ano da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, localizada no bairro Providência, na Região Norte de Belo Horizonte.
A mãe da criança, ao tomar conhecimento do ocorrido, considerou a situação "extremamente grave" e registrou um boletim de ocorrência. A responsável pelo aluno afirma que já havia procurado a escola e a professora em diversas ocasiões anteriores, após reclamações sobre o comportamento da criança em sala de aula.
Ela reconhece que o filho pode apresentar dificuldades de atenção, conversa e organização, mas defende que qualquer intervenção deve ser realizada com respeito, sem humilhação ou constrangimento.
Em relato enviado para pedir orientação e providências, a mãe afirma que o filho está profundamente envergonhado e abalado após os acontecimentos. Segundo ela, o menino demonstra medo de encontrar a professora e não quer mais ir às aulas.
A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, em Belo Horizonte, é responsável pela investigação do caso. De acordo com a Polícia Civil, um inquérito policial foi instaurado a partir da denúncia registrada na quarta-feira (16), e as apurações seguem em andamento.
A Secretaria de Estado de Educação informou que a Superintendência Regional de Ensino Metropolitana C deu início a apurações preliminares com o objetivo de reunir informações, analisar os fatos e verificar eventual responsabilização da professora, garantindo o direito de defesa.
O serviço de inspeção compareceu à Escola Estadual Celmar Botelho Duarte na sexta-feira (18) para dar continuidade aos procedimentos de apuração.
A pasta declarou ainda que acompanha o aluno e que não compactua com desvios de conduta.