Executivo da Globo é demitido após abrir mão de exclusividade da Copa do Mundo

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Manuel Belmar, CFO da Globo, foi demitido após decisão que abriu espaço para a CazéTV conquistar 44% da audiência na Copa do Mundo
A Globo demitiu seu diretor financeiro Manuel Belmar, apontado como um dos principais responsáveis pelo fraco desempenho da emissora na última Copa do Mundo, segundo informações da revista Veja. A decisão de abrir mão da exclusividade de transmissão do torneio partiu do executivo, o que abriu espaço para que SBT e CazéTV ganhassem terreno significativo na disputa pela audiência do Mundial. O impacto da mudança ficou evidente nos números.
Na Copa de 2022, a CazéTV estreou suas transmissões nas plataformas Twitch e YouTube. Naquele ano, a Globo ainda dominava o cenário: alcançou 98% do público que assistiu aos jogos pela televisão aberta e 22% pela TV fechada, por meio do SporTV, de acordo com dados do Ibope. Já na Copa mais recente, o cenário mudou de forma expressiva. A Globo recuou para 82% na TV aberta e 15% na fechada, enquanto a CazéTV saltou de zero para 44% de audiência. A plataforma digital empatou com o SBT e deixou para trás canais como SporTV, GE TV e N Sports, consolidando-se como uma força relevante na transmissão esportiva no Brasil.
No campo dos direitos de transmissão, a Fifa ainda não definiu quem vai transmitir a próxima Copa do Mundo. A Livemode, empresa dona da CazéTV, é parceira da entidade desde 2022, quando atuou como agente comercial na comercialização dos direitos. Para a edição de 2026, a empresa adquiriu todos os direitos e os sublicenciou para SBT e N Sports. A relação da Globo com a Fifa, que durou décadas, começou a se deteriorar em 2021. Em plena pandemia, a emissora tentou renegociar os contratos referentes às Copas de 2022 e 2026, buscando reduzir os valores pagos pelos direitos de transmissão. A iniciativa desgastou a parceria histórica entre as duas partes e contribuiu para o cenário que culminou na demissão de Manuel Belmar.