BRB pede ao STF liberação de ativos bloqueados

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O BRB solicitou urgência ao ministro André Mendonça para liberar ativos bloqueados ligados à investigação do banco Master
O Banco de Brasília (BRB) encaminhou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido urgente para que ativos financeiros bloqueados no âmbito da investigação relacionada ao banco Master sejam liberados. A solicitação foi formalizada em petição assinada na quinta-feira (17) e representa mais um desdobramento da grave crise que o BRB enfrenta desde novembro de 2025. O bloqueio dos ativos foi determinado em julho deste ano com o objetivo de preservar os valores "até que fosse possível identificar, com segurança, sua origem, sua vinculação aos fatos investigados e sua correta destinação".
Agora, o BRB argumenta que parte desses recursos deve ser liberada com urgência, uma vez que sua origem e titularidade podem ser comprovadas sem maiores controvérsias. Na petição, o BRB solicita especificamente a liberação dos ativos cuja cessão ao banco estatal "tenha sido regularmente celebrada antes da decretação da liquidação extrajudicial e da constrição judicial, desde que a titularidade possa ser demonstrada sem controvérsia material específica". O banco também defende que eventuais irregularidades praticadas por gestores não podem ser atribuídas à instituição como um todo. "Se administradores incumbidos da proteção do patrimônio social utilizaram os poderes inerentes aos seus cargos para favorecer terceiro, a atuação ilícita desses agentes não converte a companhia em autora do próprio dano", afirma o BRB ao STF. Entre as operações cujos fluxos de pagamentos e titularidade estão atualmente sob investigação, está o programa de crédito CredCesta, com vinculação de 417 convênios. Para esses casos, o BRB pede ao ministro que os valores provenientes dos convênios sejam depositados em uma conta específica, mantida pelo próprio banco e controlada pelo STF.
O BRB enfrenta a pior crise de sua história desde novembro de 2025, quando a operação Compliance Zero revelou suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A investigação da Polícia Federal aponta que a direção do BRB tinha conhecimento das fraudes. O banco chegou a tentar adquirir o Master e injetou R$ 16,7 bilhões no banco de Vorcaro. A compra foi barrada pelo Banco Central e, posteriormente, o BRB constatou que parte das carteiras adquiridas era fraudulenta e sem lastro. Diante do rombo, o governo do Distrito Federal, acionista majoritário do BRB, busca agora um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio da instituição. O governo federal, porém, já informou que não pode oferecer garantia para essa operação, embora o DF siga insistindo no pedido.