Atlético enfrenta Santos na Sul-Americana

Pedro Souza/Atlético
O Atlético precisa vencer o Santos por três gols ou mais na Arena MRV para avançar às semifinais da Copa Sul-Americana
O Atlético recebe o Santos nesta quarta-feira (16/9), às 19h, na Arena MRV, em um confronto decisivo pela Copa Sul-Americana. Derrotado por 2 a 0 na Vila Belmiro, o Galo precisa vencer por três ou mais gols de diferença para avançar diretamente às semifinais. Uma vitória por dois gols de diferença leva a decisão para os pênaltis. Para buscar a virada, o técnico Eduardo Domínguez terá de volta o atacante Cuello, que estava suspenso no primeiro confronto. O argentino é o artilheiro do Atlético na temporada e também na Arena MRV em 2026, além de liderar a equipe em assistências. Uma das principais dúvidas está na defesa. Lyanco falhou em um dos gols sofridos no jogo de ida e foi bastante criticado pela torcida, que pediu a entrada de Vitão entre os titulares.
No ataque, Reinier aparece como favorito para assumir a vaga de Cassierra. O centroavante colombiano acumula um jejum de 17 partidas sem marcar e pode começar a decisão no banco de reservas. Domínguez ainda conta com uma lista considerável de desfalques. Everson segue fora por causa de uma fratura no pé esquerdo, enquanto Ruan Tressoldi, Victor Hugo e Thiago Borbas também estão no departamento médico e não participam da decisão. O Santos chega a Belo Horizonte em situação bem mais confortável. Além da vantagem construída na Vila Belmiro, o Peixe atravessa uma sequência de cinco partidas sem perder e venceu o Cruzeiro por 2 a 1 no último sábado, pelo Brasileirão.
Os dados gerais da competição revelam vantagem ofensiva do Santos. O Peixe marcou 20 gols em 11 partidas, contra 11 do Atlético em nove jogos, com média de 1,8 gol por partida, diante de 1,2 do Galo. Os paulistas também acertam mais finalizações no alvo (4,9 contra 4,3) e criam mais grandes chances (3,4 contra 2,3) por jogo.
Confira os principais números de Atlético e Santos na Sul-Americana:
- Gols marcados: 11 x 20
- Gols sofridos: 10 x 10
- Assistências: 5 x 12
- Gols por partida: 1,2 x 1,8
- Chutes certos por jogo: 4,3 x 4,9
- Grandes chances de gol por jogo: 2,3 x 3,4
- Grandes chances perdidas por jogo: 1,3 x 2,3
- Posse de bola: 54,8% x 47,5%
- Passes certos por partida: 352,8 (83,5%) x 405,2 (84,2%)
- Jogos sem sofrer gols: 3 x 3
- Gols sofridos por partida: 1,1 x 0,9
A diferença ofensiva ficou ainda mais evidente no primeiro confronto. O Atlético teve mais posse de bola na Vila Belmiro, com 57% contra 43%, trocou mais passes (571 contra 416) e finalizou mais (14 contra 9). O problema esteve na qualidade das oportunidades criadas. O Santos acertou sete finalizações no gol, contra apenas três do Galo, e criou seis grandes chances, enquanto o Atlético não criou nenhuma.
A missão do Atlético passa por fazer justamente o que não conseguiu na Vila Belmiro: transformar o controle da bola em chances claras de gol. No primeiro jogo, o Galo teve 57% de posse, 571 passes e 14 finalizações, mas criou poucas oportunidades e acertou apenas três chutes no gol. O Santos, com menos posse e menos finalizações, criou seis grandes oportunidades e acertou sete vezes a meta atleticana. O Atlético aparece como favorito para vencer a partida pelo fator casa e pela necessidade de buscar o resultado, mas reverter os dois gols de desvantagem é uma missão consideravelmente mais complicada.