Homem é morto pela PM na Grande BH, e família diz que casa foi confundida

Segundo a família de André Alevi dos Santos Teixeira, os militares entraram na casa errada e o confundiram com outra pessoa
Família afirma que policiais invadiram a casa errada e confundiram André Alevi com outra pessoa alvo de mandado de prisão
Um homem de 29 anos foi morto a tiros durante uma ação da Polícia Militar na manhã desta sexta-feira (4), em Itaguara, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A vítima foi identificada como André Alevi dos Santos Teixeira, e sua família afirma que os militares invadiram a casa errada, confundindo-o com outra pessoa que era alvo de um mandado de prisão.
A abordagem aconteceu por volta das 6h, no bairro Vista Alegre. Os policiais afirmaram que efetuaram os disparos porque André Alevi estava armado e representava uma ameaça. Os familiares, no entanto, contestam essa versão e garantem que ele não portava nenhuma arma.
André Alevi morreu no local. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ele não tinha registro de passagem pelo sistema prisional.
De acordo com a família, André Alevi trabalhava em uma fábrica de móveis e estava sozinho em casa, se preparando para ir ao trabalho, quando os policiais chegaram. Ele deixa um filho de 3 anos.
A TV Globo entrou em contato com a Polícia Militar, mas até o momento da publicação da reportagem não obteve retorno.
Mandado era contra outra pessoa, diz família
Segundo os parentes, os policiais procuravam outro integrante da família, suspeito de envolvimento com drogas e morador de uma casa vizinha.
A prima de André Alevi, Sonilma Aparecida Batista, afirmou que houve uma confusão durante a abordagem.
"Eles confundiram o meu primo André com outro primo, o qual tinha um mandado. Eles confundiram e entraram na casa e já atiraram nele sem ele poder falar realmente quem era", disse.
O tio da vítima, Fabiano dos Santos, também negou que André Alevi tivesse uma arma.
"Essa casa aqui nunca entrou uma arma, principalmente um 38, igual foi falado. Ele nunca colocou a mão num revólver", afirmou.
Advogada afirma que André Alevi não era alvo de mandado
A advogada Rafaela Pontes, que representa a família, confirmou que não havia mandado de prisão nem de busca e apreensão contra André Alevi.
Segundo ela, o documento era direcionado a outra pessoa.
"Não tinha mandado de busca e apreensão, não tinha mandado de prisão contra o André. O mandado de prisão era contra o Gustavo", afirmou.
A advogada informou que pretende acionar o Ministério Público e pedir o afastamento dos policiais envolvidos na ação.
O pai de André Alevi também se manifestou sobre a morte do filho.
"Mataram um inocente. Não é porque eu sou pai, não. Todo mundo sabe. A rotina dele era sair daqui 6h, 6h10 para trabalhar, há mais de 15 anos", disse.
O caso segue sob investigação, enquanto a família busca responsabilização pelos fatos ocorridos naquela manhã em Itaguara.