Minas Gerais registra 155 mortes por afogamento entre janeiro e agosto

Piscina | Clube (Crédito: Envato Elements / Imagem ilustrativa)
Dados do Corpo de Bombeiros de MG apontam 155 mortes por afogamento em 2026; especialistas alertam para riscos da desatenção e do uso do celular
Em Minas Gerais, 155 pessoas morreram por afogamento entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Do total, 141 mortes ocorreram no interior do estado e 14 na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Os números reforçam a necessidade de atenção redobrada em ambientes com água, principalmente quando há crianças. A supervisão deve ser ativa e constante, já que estar no mesmo espaço não significa necessariamente acompanhar o que a criança está fazendo.
No caso de crianças pequenas, a orientação é que o adulto responsável permaneça a, no máximo, um braço de distância, mantenha os olhos voltados para a criança e evite distrações, como o uso do celular.
O afogamento pode ocorrer de forma rápida e silenciosa, sem que a vítima consiga gritar ou pedir ajuda. Por isso, a ausência de barulho ou de sinais evidentes de perigo não significa que a situação esteja sob controle.
Os dados históricos do CBMMG mostram que o risco aumenta nos meses mais quentes. Em 2026, janeiro registrou 22 mortes por afogamento, fevereiro teve 24 e março, 21. Em todo o ano de 2025, foram contabilizados 286 óbitos. Em 2024, foram 246. O maior número da série histórica ocorreu em 2016, com 385 mortes.
Embora rios e outros ambientes naturais concentrem grande parte dos casos no interior, piscinas também exigem medidas rigorosas de segurança. A familiaridade com o ambiente pode levar à redução da atenção e aumentar o risco de acidentes.
Boias de braço, boias circulares e colchões infláveis também não devem ser tratados como equipamentos de segurança. Esses objetos podem furar, virar ou transmitir uma falsa sensação de proteção e autonomia para a criança. A supervisão de um adulto não deve ser substituída por nenhum desses itens.
Em festas, churrascos e reuniões familiares, outro ponto de atenção é a chamada supervisão compartilhada. Mesmo com vários adultos próximos à piscina, pode acontecer de ninguém estar efetivamente responsável por observar a criança. Para evitar esse problema, é necessário definir quem ficará encarregado da supervisão e comunicar claramente qualquer troca de responsabilidade.
Saber nadar também não elimina o risco de afogamento. Cãibras, sustos, exaustão e brincadeiras na água podem provocar situações perigosas mesmo entre crianças que possuem habilidade para nadar. O aprendizado da natação funciona como uma camada adicional de proteção, mas não substitui a supervisão.
Antes de permitir o acesso à piscina, é importante verificar se o espaço possui barreiras físicas adequadas, como cercas e portões com travas que impeçam a entrada não autorizada. Brinquedos também devem ser retirados das proximidades da água para evitar que a criança tente alcançá-los.
Durante o uso da piscina, um adulto deve ser designado para acompanhar as crianças de forma contínua. Crianças pequenas devem permanecer próximas, a no máximo um braço de distância, enquanto celulares e outras distrações devem ser mantidos afastados.
Caso o responsável precise se ausentar, a supervisão deve ser transferida explicitamente para outro adulto. A troca precisa ser comunicada e confirmada antes que a pessoa deixe o local.
A prevenção de afogamentos depende de supervisão constante, barreiras de segurança e comunicação clara entre os adultos.