Simões diz ter perfil "mais enérgico" que Zema e destaca boa relação com a ALMG

Mateus Simões - Crédito: Júnia Garrido/Band Minas
Governador de Minas e candidato à reeleição, Simões fala sobre seu perfil de gestão e a entrada de Cleitinho na disputa pelo Executivo mineiro
O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), afirmou ter um perfil "muito mais enérgico" do que o do ex-governador Romeu Zema (Novo), atual pré-candidato à Presidência da República. A declaração foi feita durante sabatina à rádio Itatiaia, veiculada na segunda-feira (17), quando Simões foi questionado sobre o que os eleitores podem esperar de uma eventual gestão com sua marca à frente do Executivo mineiro.
Segundo Simões, parte das diferenças entre sua gestão e a de Zema tem menos a ver com perfil pessoal e mais com o ponto de partida de cada um. Para ele, o estado que recebeu já estava "organizado", enquanto Zema havia herdado um Minas "completamente destroçado".
"O meu ponto de partida é um ponto muito diferente do ponto dele. Eu estou avançando, ele estava tentando recuperar o que tinha sido destruído pouco antes. Agora, os nossos perfis são mesmo diferentes. Eu posso citar, por exemplo, a relação com a Assembleia. Eu tenho uma excepcional relação com o presidente Tadeu Martins Leite (MDB), com os deputados da base e tenho uma relação muito tranquila com os deputados da oposição", declarou.
Simões citou como exemplo de boa relação com o Legislativo duas ocasiões em que compareceu à Assembleia para responder questionamentos dos parlamentares, uma delas com duração de quase sete horas.
"Nunca em Minas Gerais um vice-governador, um governador tinha se disposto a ir à Assembleia, aí é para responder pergunta aberta. Quando foram, foram para fazer discurso e foram embora. Não, deixei todo mundo perguntar e só fui embora quando acabaram as perguntas. É porque eu acho que é possível construir esse diálogo, isso tem a ver com o fato de eu ser funcionário de carreira lá da Assembleia e eu ter tranquilidade para lidar com eles. Isso é muito diferente de mim e do governador Romeu Zema", pontuou.
Ao falar sobre seu estilo de governar, Simões também destacou a escolha do vice na chapa e a complementaridade entre os perfis.
"Por outro lado, eu sou muito mais enérgico com as coisas, eu sou muito definitivo nas discussões. Mateus, isso é bom ou ruim? Bom, é diferente. Eu complementei o governador Romeu Zema quando foi necessário. E obviamente busco no meu vice agora, o Danilo de Castro, alguém que também possa me complementar. Danilo é uma pessoa, hoje, até pela maturidade, pela idade, muito mais afável do que eu. É, eu tenho certeza que ele vai me complementar bem como eu complementei bem o governador Romeu Zema", justificou.
A entrada de Cleitinho na disputa
Simões também foi questionado sobre a confirmação do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como candidato ao Governo de Minas. O governador reconheceu que será a primeira vez que os dois estarão em lados opostos em uma eleição e demonstrou respeito pelo adversário.
"Sempre tive uma relação muito boa com o Cleitinho. É uma relação pessoal com ele, com a família, com os irmãos. Em 2016 nós fomos eleitos ao mesmo tempo, em 2022 ele foi eleito e 2018 ele foi eleito deputado estadual, foi parte da nossa base, depois 2022 ele foi eleito senador, fizemos muita campanha no segundo turno junto, não tivemos debate no primeiro turno com ele", lembrou.
Simões ainda comentou o episódio em que o partido de Cleitinho tentou retirar sua candidatura por meio de articulações políticas feitas fora de Minas Gerais.
"Vai ser para mim uma novidade estar em campo oposto a ele, mas ele é uma pessoa que eu respeito e fico feliz por ele, por a gente ter eliminado aquele papel triste que o partido dele fez ao tentar puxar a vaga dele por conchavo político feito fora de Minas Gerais. Minas tem condição política de resolver seus próprios problemas sem interferência nacional, de negociata, tentar, ele acabou sendo quase uma vítima do processo que foi da retirada de partidos da minha base. Eu até recuperei os partidos, mas ele quase fica fora do processo eleitoral, por isso fico feliz por ele ter conseguido concorrer. É uma disputa sobre quem está mais pronto para governar Minas Gerais, mas não tenho nada contra Cleitinho", finalizou.
A disputa pelo Governo de Minas promete ser marcada por confrontos entre candidatos com históricos políticos entrelaçados, mas Simões sinalizou que a campanha será conduzida de forma respeitosa, centrad