Integrante da Máfia Azul é condenado por emboscada a torcedores do Atlético

Foto: TJMG/Reprodução
Integrante da Máfia Azul foi condenado por emboscada a ônibus de torcedores do Atlético-MG em 2021 que resultou em uma morte
Samuel Paixão de Souza, integrante da torcida organizada Máfia Azul, foi condenado a 67 anos de prisão pela participação na emboscada a um ônibus com torcedores do Atlético-MG em 2021. O julgamento foi encerrado na noite desta quarta-feira (12), em Belo Horizonte, após uma sessão presidida pela juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti. Samuel Paixão de Souza foi condenado por um homicídio consumado triplamente qualificado, um homicídio tentado triplamente qualificado e cinco homicídios tentados duplamente qualificados. O réu, no entanto, não compareceu à sessão de julgamento, o que levou a magistrada a determinar a expedição de mandado de prisão contra ele. O Conselho de Sentença foi composto por cinco homens e duas mulheres, com previsão inicial de oito testemunhas a serem ouvidas. O júri foi encerrado às 22h51.
O ataque ocorreu na noite de 28 de novembro de 2021, após a partida entre Atlético-MG e Fluminense, no Mineirão. Um ônibus que fazia a linha 6350 e transportava torcedores atleticanos foi cercado e atacado na Região do Barreiro, em Belo Horizonte. De acordo com as investigações, o grupo suspeito utilizou paus, barras de ferro, fogos de artifício e coquetéis molotov durante a ação, deixando o veículo completamente destruído. Entre os passageiros estavam integrantes da torcida organizada Galoucura, além de outros torcedores. Matheus de Freitas Ferreira, de 20 anos, ficou gravemente ferido e morreu dois dias após o ataque. Outras pessoas também saíram feridas do episódio. Dias depois, familiares e amigos se reuniram para o velório e o sepultamento do jovem, marcado por momentos de dor e indignação. Torcedores prestaram homenagens e cobraram punição aos responsáveis.
Matheus foi sepultado no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte. As investigações apontaram integrantes da torcida organizada Máfia Azul, do Cruzeiro, como suspeitos do ataque. O Ministério Público denunciou os envolvidos por crimes como homicídio consumado, tentativas de homicídio e associação criminosa. Os réus já haviam passado por julgamentos anteriores, mas as condenações foram anuladas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que reconheceu irregularidades processuais, o que motivou a realização de um novo Tribunal do Júri.