Município do Vale do Jequitinhonha sofre tremor

Foto: Wikimedia Commons
Tremor de magnitude 1,7 foi detectado pela Rede Sismográfica Brasileira e analisado pela USP; moradores sentiram o abalo, mas não houve danos
Um tremor de terra de magnitude 1,7 foi registrado na noite de segunda-feira (18) em Rubim, município localizado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O abalo sísmico foi detectado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Apesar de ter sido percebido por moradores, não houve registro de danos materiais ou feridos.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento exato em que o tremor foi sentido na cidade. Moradores de diferentes bairros relataram ter percebido a movimentação, e alguns chegaram a sair de casa e se reunir nas ruas para tentar entender o que estava acontecendo. Segundo a Rede Sismográfica Brasileira, o evento foi monitorado pelas estações da rede, coordenada pelo Observatório Nacional com apoio do Serviço Geológico do Brasil. O Centro de Sismologia da USP também analisou os dados registrados durante o abalo.
Rubim não é estranha a esse tipo de fenômeno. Em 2023, um tremor de magnitude 3 foi detectado na cidade e assustou moradores. Na ocasião, segundo a Defesa Civil municipal, não houve feridos nem danos materiais. Ao longo de cinco anos, foram registrados pelo menos sete tremores no município. O maior deles ocorreu em 2018, com magnitude 3,3, enquanto os demais variaram entre 2 e 3 graus. Tremores de baixa magnitude em Minas Gerais não são incomuns. O estado concentra o maior número de abalos sísmicos registrados no país, fenômenos que ocorrem, na maior parte dos casos, devido às pressões geológicas que atuam na crosta terrestre.
Embora seja comum associar terremotos a países localizados em regiões de intensa atividade tectônica, o Brasil também registra tremores de terra. Em geral, os abalos são de baixa magnitude e estão relacionados às tensões geológicas existentes na crosta terrestre. Conforme a classificação citada pela Defesa Civil de Rubim em 2023, tremores inferiores a 3,5 graus normalmente são captados por equipamentos sismológicos e, em muitos casos, passam despercebidos pela população. Quando ocorrem próximos a áreas urbanas ou apresentam magnitude um pouco maior, podem ser sentidos pelos moradores, mas raramente provocam danos. O episódio mais recente em Rubim reforça o padrão já observado na região, onde os abalos sísmicos fazem parte da realidade geológica local, sem representar, até o momento, riscos significativos para a população.