Google eleva preços de smartphones em meio à escassez de chips

Imagem meramente ilustrativa • Freepik/Reprodução
Google lança o Pixel 11 nos EUA a partir de US$ 899, com alta de US$ 100 devido à escassez de chips de memória impulsionada pela IA
O Google oficializou nesta quarta-feira (12) a nova geração de seus smartphones Pixel 11, que chega ao mercado dos Estados Unidos com um preço US$ 100 mais caro do que a geração anterior.
A empresa justificou o reajuste pela "escassez sem precedentes" de chips de memória, um problema que tem afetado toda a indústria de tecnologia.
Os novos aparelhos terão preços a partir de US$ 899 nos Estados Unidos e estarão disponíveis para compra a partir de 20 de agosto.
O lançamento ocorre em um momento em que outras gigantes do setor também anunciam novos modelos, como a linha Galaxy S26 da Samsung no Brasil.
A empresa já havia sinalizado, no final do mês passado, que a alta nos custos de memória pressionaria os preços de seus dispositivos mais recentes.
O principal fator por trás desse cenário é a forte demanda dos data centers de Inteligência Artificial (IA), que compete diretamente pela capacidade de produção de semicondutores, elevando os custos para os fabricantes de smartphones.
A Apple também sentiu os efeitos do mercado ao lançar recentemente o iPhone 17e com novos preços no Brasil.
A nova linha Pixel 11 é construída em torno do processador Tensor G6 do Google e do mais recente modelo Gemini Nano.
A inovação em chips é uma área de foco constante da empresa, que já anunciou avanços relevantes em computação quântica.
Segundo o Google, o novo chip também melhora a navegação na web em 25% e a abertura de aplicativos em 15%, entregando ganhos de desempenho consideráveis em relação à geração anterior.
O lançamento do Pixel 11 reflete um cenário mais amplo de pressão sobre os preços no setor de smartphones, impulsionado pela disputa por componentes essenciais entre fabricantes de dispositivos móveis e empresas de tecnologia que expandem suas infraestruturas de IA.