Justiça Eleitoral pede rejeição de candidatura de Pablo Marçal à Presidência

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MPE pede rejeição do registro e suspensão de campanha de Pablo Marçal, que concorre à presidência mesmo inelegível até 2032
O Ministério Público Eleitoral (MPE) encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de rejeição da candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à presidência da República.
O órgão também solicita uma decisão provisória para impedir o empresário de realizar campanha eleitoral, mesmo após ele ter iniciado a corrida presidencial em situação de inelegibilidade até 2032.
O registro da candidatura foi protocolado pelo PRTB no último sábado (15), após uma liminar conceder, provisoriamente, que Pablo Marçal pudesse deixar o União Brasil e retornar à antiga legenda.
Segundo a assessoria do político, a filiação ao partido ocorreu em 4 de abril de 2026, com o "devido deferimento pela presidência nacional da agremiação". No entanto, a decisão tem caráter provisório e pode ser revertida em instâncias superiores.
Antes da mudança de partido, Pablo Marçal era cotado para disputar uma vaga ao Senado pelo União Brasil. A troca de legenda abriu caminho para a tentativa de registro da candidatura à presidência, movimento que agora enfrenta resistência do Ministério Público Eleitoral perante o TSE.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve, por unanimidade, a condenação de inelegibilidade de Pablo Marçal ao rejeitar embargos de declaração apresentados pela defesa do político.
A punição foi imposta pela Justiça Eleitoral em razão do uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024, impedindo Marçal de disputar cargos políticos por oito anos.
O TSE ainda deve analisar a validade do registro protocolado pelo PRTB, cabendo à corte decidir sobre os pedidos do MPE tanto em relação à rejeição definitiva da candidatura quanto à suspensão imediata das atividades de campanha de Pablo Marçal.