Estudo aponta aumento de R$ 43,9 bi no PIB de MG com minerais críticos

Estudo da Amcham Brasil projeta impacto bilionário ao PIB de Minas Gerais com minerais críticos e terras-raras até 2050
A expansão dos investimentos em minerais críticos e terras-raras tem potencial para acrescentar R$ 43,9 bilhões ao PIB de Minas Gerais até 2050, de acordo com estudo da Amcham Brasil. A projeção leva em conta o fortalecimento da cadeia produtiva, a agregação de valor aos minerais extraídos e as vantagens competitivas do estado, que incluem infraestrutura consolidada, tecnologia e uma longa tradição no setor de mineração. No setor de bebidas, as exportações de cachaça mineira registraram queda de 23% em 2025, mas o segmento busca recuperação por meio do produto premium.
A ApexBrasil e o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) firmaram um convênio de R$ 2,63 milhões com o objetivo de ampliar a presença da bebida em mercados internacionais. Mesmo diante da retração, Minas Gerais mantém a posição de segundo maior exportador de cachaça do país, apostando na valorização do produto para elevar as receitas do setor. No campo fiscal, a Prefeitura de Belo Horizonte publicou uma nova lei que prioriza a negociação e a mediação de débitos tributários antes que eles sejam inscritos em dívida ativa ou levados à esfera judicial.
A medida amplia as possibilidades de acordo entre o município e os contribuintes em um cenário em que a dívida total com a prefeitura já soma R$ 10,2 bilhões, valor que representa alta de 8,5% em relação ao ano anterior. Os três movimentos refletem diferentes frentes da economia de Minas Gerais: a aposta em setores estratégicos como mineração e exportação de produtos diferenciados, além de iniciativas para equacionar o passivo fiscal municipal e fortalecer a arrecadação local.