Mulher é morta a tiros após perder encomenda de drogas na Grande BH

Viatura da PMMG - Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG
Mulher de 35 anos é assassinada a tiros em Matozinhos após perder encomenda de chefe do tráfico que ordenou o crime de dentro da prisão
Uma mulher de 35 anos foi assassinada a tiros na noite de quarta-feira (19/8), no bairro Cruzeiro, em Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A suspeita das autoridades é de que a vítima tenha sido morta a mando do chefe do tráfico de drogas da região, após perder uma encomenda de entorpecentes.
De acordo com a Polícia Militar, uma comerciante relatou ter ouvido vários disparos de arma de fogo na esquina da rua Antônio Bento. Logo depois, a vítima chegou até a porta do estabelecimento pedindo socorro, mas acabou sentando na calçada e desfalecendo antes que qualquer ajuda pudesse ser prestada.
O Samu foi acionado e confirmou o óbito da mulher no local.
A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) constatou que a vítima foi atingida por disparos na cabeça, nos ombros, nos braços e no abdômen.
Próximo ao corpo, os policiais apreenderam pinos de cocaína. Na residência da vítima, os agentes encontraram outras porções de drogas e materiais utilizados para embalar os ilícitos.
Testemunhas presentes no local informaram que os autores do crime chegaram à esquina em um Honda HR-V branco. A PM realizou buscas e constatou que o veículo era clonado.
Morte ordenada de dentro de presídio
Durante o atendimento da ocorrência em Matozinhos, a cunhada da vítima procurou a Polícia Militar informando que havia recolhido o celular da mulher.
O marido da vítima solicitou que os militares verificassem o aparelho, fornecendo uma possível senha para acesso.
Ao analisar o celular, a PMMG identificou conversas com um homem apontado como líder do tráfico na região de Matozinhos.
Nas mensagens, ele exigia que a vítima entregasse uma encomenda e supostamente a ameaçava de agressões caso não cumprisse as ordens.
Testemunhas afirmaram que, recentemente, a vítima teria perdido uma encomenda pertencente ao chefe do tráfico, o que teria motivado a ordem de execução.
O suspeito de ter comandado o crime está preso e teria dado a ordem de dentro do sistema prisional.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e o caso será investigado pela PCMG.