Ex-marido de Maria da Penha seguirá preso por descumprir medida protetiva

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Marco Antônio Heredia Viveros foi preso por descumprir medida protetiva ao conceder entrevista sobre tentativa de feminicídio contra Maria da Penha.
O ex-marido da ativista Maria da Penha, que dá nome à lei de combate à violência doméstica no Brasil, terá a prisão mantida. Marco Antônio Heredia Viveros passou por uma audiência de custódia na segunda-feira (10/8), um dia após ter sido preso preventivamente em Natal (RN), no domingo (9/8). A detenção ocorreu depois que Viveros descumpriu uma medida protetiva de urgência que o proibia de conceder entrevistas. Ele conversou com a TV Record sobre a tentativa de feminicídio que cometeu contra Maria da Penha, episódio que inspirou a criação da legislação que leva o nome da ativista.
Em vídeo publicado no YouTube, o advogado de Marco, Otacilio Guimarães de Paula, informou que pretende entrar com pedido de prisão domiciliar, levando em consideração a idade do cliente — 80 anos — e suas comorbidades. A prisão preventiva foi decretada no sábado (8/8) pelo juiz Cesar Morel Alcantara, durante o plantão judicial, a partir de um pedido do Ministério Público do Ceará.
A entrevista havia sido gravada para a Record e estava prevista para ser exibida no domingo. Na decisão, Alcantara apontou haver "indícios suficientes da prática do crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência, previsto inclusive no artigo 24-A da Lei Maria da Penha", destacando ainda que "o investigado foi devidamente notificado das restrições impostas e das consequências jurídicas em caso de violação da medida". A Lei Maria da Penha é considerada um dos principais instrumentos de proteção a mulheres em situação de violência na história do país. A legislação completou 20 anos na sexta-feira (7/8), data que coincidiu com a repercussão do caso envolvendo o ex-marido da ativista que lhe deu nome.