Pastor é condenado a dois anos por importunação sexual em BH
Pastor de BH foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto e ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais a uma das vítimas
A Justiça condenou o pastor Marco Aurélio da Silva Aires a dois anos de prisão, em regime aberto, pelo crime de importunação sexual. Ele atuava na Igreja Pentecostal Gideões de Fogo da Última Hora, no Bairro Jardim Vitória, na Região Nordeste de Belo Horizonte.
O caso veio a público em maio de 2025, quando pelo menos sete mulheres registraram queixas na Polícia Civil relatando supostos abusos cometidos pelo líder religioso.
Segundo a sentença, Marco Aurélio se aproveitou da posição de autoridade que exercia sobre os fiéis para cometer os crimes dentro do próprio templo.
O juiz destacou que o pastor era visto pela comunidade como um "ungido do Senhor" e, por isso, não era questionado pelos frequentadores da igreja.
Ao menos sete vítimas registraram queixa à época dos fatos. O magistrado também apontou que Marco Aurélio mantinha uma postura manipuladora e utilizava a palavra religiosa para persuadir as vítimas.
Durante o processo, a defesa apresentou um laudo psicológico com o objetivo de demonstrar que o réu não possuía perfil de abusador. O argumento, no entanto, foi rejeitado pela Justiça, que considerou as provas do caso claras e suficientes para a condenação.
Além da pena de prisão, Marco Aurélio foi condenado a pagar R$ 10 mil por danos morais a uma das vítimas. De acordo com a decisão, ele promoveu uma campanha de difamação contra a mulher entre os frequentadores da igreja.
Como respondeu ao processo em liberdade, o pastor poderá recorrer da sentença sem ser preso. O Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) confirmou que ele não está detido.
O histórico do caso
As denúncias contra Marco Aurélio vieram à tona em maio de 2025, quando pelo menos sete mulheres procuraram a Polícia Civil para relatar supostos abusos sexuais cometidos pelo então pastor da Igreja Pentecostal Gideões de Fogo da Última Hora.
Segundo as vítimas, o líder religioso se aproveitava da confiança conquistada junto às frequentadoras e utilizava sua autoridade para cometer os abusos e intimidá-las a permanecer em silêncio.
Após a repercussão das denúncias, Marco Aurélio renunciou ao comando da igreja.
Em abril daquele ano, antes da divulgação do caso, ele havia registrado um boletim de ocorrência alegando estar sendo ameaçado por ex-fiéis, negando as acusações.



