Com Alcolumbre, Lula vai ao Amapá e visita navio-sonda na Margem Equatorial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) - Crédito: José Cruz/Agência Brasil
Presidente visita bloco da Petrobras na Margem Equatorial e reforça reaproximação com Alcolumbre após meses de tensão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizará nesta segunda-feira (17/8) uma visita a um navio-sonda da Petrobras na Margem Equatorial, no Amapá. A viagem ocorre três dias após a petrolífera anunciar a descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas no bloco FZA-M-59, localizado na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, a 175 quilômetros da costa amapaense.
A exploração da Margem Equatorial gerou divisões dentro do próprio governo Lula ao longo do mandato. A ala ambientalista, liderada pela ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, observa a atividade com ressalvas, argumentando que ainda não há clareza suficiente sobre os impactos ambientais na região.
Lula embarca pela manhã em Brasília e, após pousar em Macapá, segue para Oiapoque, onde cumprirá as agendas do dia. Ele estará acompanhado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do governador do estado e candidato à reeleição, Clécio Luís (União), apoiado por ambos.
A visita representa mais um passo na reaproximação entre Lula e Alcolumbre, que se reuniram por três vezes nas últimas semanas com o objetivo de destravar a pauta do Senado e tratar de temas relacionados ao Amapá. Após o último encontro, na manhã de sexta-feira, Alcolumbre classificou as conversas como "um diálogo maduro, franco e republicano, fundamental para compreender as prioridades do governo e tratar da agenda legislativa de interesse do nosso país".
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que "a institucionalidade está reconstruída". Os encontros de Lula e Alcolumbre em agosto ocorrem após meses de tensão entre os dois. O estremecimento na relação teve origem na articulação do presidente do Senado para rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), episódio que representou uma derrota histórica do atual governo no Legislativo.