Jorge Messi, pai e empresário de Lionel Messi, morre aos 68 anos na Argentina

Jorge é pai do craque Lionel Messi - Foto: Reprodução/Instagram
Pai e empresário de Lionel Messi, Jorge Messi faleceu em uma clínica em Rosário; ele foi peça fundamental na carreira do craque argentino
Jorge Messi, pai do craque Lionel Messi e seu empresário, morreu na noite desta sexta-feira (8) em uma clínica na cidade de Rosário, na Argentina. Ele tinha 68 anos e lutava contra uma doença, conforme informações do portal argentino Infobae.
Marido de Celia Cuccittini, Jorge Messi deixa quatro filhos: Lionel, Rodrigo, Matías e María Sol. Figura central na família, foi ele o responsável por garantir que Leo recebesse o tratamento hormonal necessário ainda na época em que o jogador atuava nas categorias de base do Newell's Old Boys-ARG.
Jorge também acompanhou o filho na mudança para o Barcelona, sendo peça fundamental na trajetória do capitão da Seleção Argentina.
Sinais de que algo não ia bem com a saúde de Jorge Messi já haviam aparecido durante a Copa do Mundo. Logo após marcar o primeiro gol da Argentina na estreia da competição, Lionel Messi chorou em campo e, ao término da partida, revelou que havia passado por dias muito difíceis recentemente.
A trajetória de Jorge Messi
Jorge Messi formou-se como técnico químico e ingressou na fábrica da Acindar na década de 1980, onde ascendeu ao cargo de gerente, segundo a biografia "Messi", escrita por Guillem Balagué.
Antes disso, ele próprio nutria sonhos no futebol, atuando como meio-campista nas categorias de base do Newell's College, até ser convocado para o serviço militar e ter de abandonar o esporte.
Como pai, Jorge Messi era presença constante à beira do campo de Malvinas, a academia de jovens do Newell's Old Boys.
Quando Lionel despontava como estrela em ascensão nas categorias de base do clube, Jorge assumiu a responsabilidade de buscar cobertura para o tratamento hormonal do filho na Argentina. Sem obter resposta positiva do clube, incentivou Leo a tentar a sorte no River Plate-ARG.
As negociações com o River Plate não avançaram, e Jorge Messi elaborou um acordo incomum ao decidir tentar a sorte em Barcelona.
Segundo o relato de Balagué em seu livro, ele conseguiu que um clube europeu contratasse um jogador estrangeiro de apenas 13 anos, além de garantir o tratamento médico necessário, um salário anual, moradia, empregos para a família e até pagamentos pelos direitos de imagem.
A morte de Jorge Messi encerra o capítulo de um homem que foi muito mais do que empresário do filho: foi o arquiteto silencioso de uma das maiores carreiras do futebol mundial.