Idosa de 95 anos é achada viva após 24h em mata na Grande BH

Viatura do Corpo de Bombeiros | Foto: Corpo de Bombeiros/Reprodução
Jandira Macedo de Castro foi localizada pelo Corpo de Bombeiros com drone e cães farejadores em Caeté, na Grande BH
A idosa Jandira Macedo de Castro, de 95 anos, conhecida carinhosamente como Doca, foi encontrada com vida pelo Corpo de Bombeiros na noite desta segunda-feira (17), após passar mais de 24 horas desaparecida em uma área de mata na região de Roças Novas, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O resgate foi resultado de uma operação que combinou tecnologia e trabalho de campo. Com o auxílio de cães farejadores, os bombeiros identificaram uma região de vegetação fechada onde havia indícios da presença de Jandira.
Já durante a noite, um drone equipado com câmera térmica sobrevoou o local e detectou uma assinatura de calor compatível com a presença de uma pessoa. A partir das coordenadas indicadas pelo drone, os militares avançaram pela mata e localizaram Jandira. Ao perceber a aproximação da equipe, a idosa pediu socorro e ajudou os bombeiros a encontrá-la. Um dos pontos decisivos para a localização foi o relato de um caseiro de uma propriedade vizinha, que contou ter visto Jandira no domingo, a cerca de dois quilômetros do sítio da família.
A informação redirecionou as equipes para uma nova área de busca, o que se mostrou fundamental para o desfecho positivo da operação. Quando encontrada, Jandira estava consciente e com sinais vitais estáveis, mas apresentava fraqueza, dificuldade para se locomover e sinais de desidratação, após permanecer por longo período sem alimentação. Os bombeiros precisaram realizar o transporte manual da idosa por um extenso trecho de mata, em terreno íngreme, até uma via onde uma equipe do Samu aguardava para prestar os primeiros atendimentos e encaminhá-la para avaliação médica.
Segundo a família, Jandira desapareceu após sair pela porta dos fundos do sítio. Os familiares perceberam a ausência por volta do meio-dia de domingo e iniciaram as buscas dentro da propriedade e nas áreas próximas. A família informou aos bombeiros que a idosa tem Alzheimer, mas é considerada lúcida e costuma reconhecer os familiares. Ela também não tinha o hábito de sair sozinha ou adentrar áreas de mata fechada, o que aumentou a preocupação dos parentes. As buscas mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros durante a tarde e a noite de domingo e ao longo de toda a segunda-feira, até a localização de Jandira, encerrando mais de um dia de angústia para a família.