Infantino teria salário 6x maior com plano da Fifa

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Jornal The Times revelou que Infantino passaria a receber US$ 30 milhões caso projeto de venda de ações da Copa fosse aprovado
Caso o plano da Fifa de vender parte das ações da Copa do Mundo a investidores privados tivesse sido aprovado, o salário do presidente da entidade, Gianni Infantino, seria seis vezes maior do que o atual. A informação é do jornal inglês The Times, que revelou os detalhes da proposta antes de ela ser descartada. Segundo o veículo britânico, a remuneração de Infantino subiria de US$ 4,8 milhões (cerca de R$ 24 milhões) para US$ 30 milhões (aproximadamente R$ 152 milhões). O projeto, anunciado pela Fifa na semana passada, previa a criação de uma empresa para administrar as competições da entidade máxima do futebol mundial, permitindo a venda de ações e direitos comerciais a investidores externos.
A proposta gerou críticas em todo o mundo e foi alvo de boicote por parte de organizações como a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), que chegou a ameaçar retirar suas seleções dos torneios caso Infantino não desistisse da ideia. A pressão foi suficiente para que a Fifa recuasse. Diante da repercussão negativa, a entidade publicou um comunicado na sexta-feira (31) informando que não dará continuidade ao projeto. "Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio, não atende mais ao objetivo estabelecido inicialmente", declarou o presidente. Infantino encerrou o comunicado reforçando o posicionamento da Fifa. "Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Por isso, essa proposta não seguirá adiante", concluiu. Com o recuo da Fifa, o plano de privatização parcial das competições da entidade é encerrado antes mesmo de ser colocado em prática, encerrando uma das polêmicas mais recentes envolvendo a gestão de Infantino à frente do futebol mundial.