Lula liga para Hugo Motta após apoio à reeleição e sugere encontro

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, cumprimenta com um abraço o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Lula telefonou a Hugo Motta para agradecer declaração de apoio à reeleição; encontro presencial foi sugerido pelo presidente
O presidente Lula telefonou para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na tarde desta terça-feira (11/8), para agradecer pessoalmente pela declaração pública de apoio à sua reeleição. A ligação reforça o movimento de aproximação entre o Palácio do Planalto e a cúpula da Câmara dos Deputados.
Durante o telefonema, Lula demonstrou satisfação com o gesto de Hugo Motta e aproveitou para sugerir um encontro presencial, perguntando ao deputado se ele estava em Brasília.
Na mesma conversa, Hugo Motta informou ao presidente que vem mantendo diálogo com ministros do governo sobre o projeto que reduz ou zera impostos federais sobre gasolina, diesel e etanol em períodos de forte alta do petróleo.
A ligação de Lula veio um dia após o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, ter procurado Hugo Motta na segunda-feira (10/8) com o mesmo propósito.
Segundo apurado, o ministro, que trabalha no Palácio do Planalto, agradeceu o gesto e confirmou que Lula havia ficado satisfeito com a declaração de apoio do presidente da Câmara.
O apoio de Hugo Motta a Lula não é gratuito e resulta de um cálculo político bem definido. O presidente da Câmara avalia que a aproximação com o petista é estratégica, uma vez que Lula mantém forte influência eleitoral na Paraíba, estado de origem de Motta.
O principal objetivo dessa aproximação é garantir condições favoráveis para a eleição de seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), ao Senado em 2026.
A disputa promete ser acirrada, já que envolve o atual senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que integra a base de apoio de Lula.
Além disso, ao declarar apoio ao presidente, Hugo Motta busca pavimentar o caminho para contar com o respaldo do Planalto em sua eventual reeleição à presidência da Câmara, prevista para fevereiro de 2027, desde que ele próprio se reeleja deputado nas eleições de outubro de 2026.