Israel anunciam novos ataques ao sul do Líbano

Netanyahu. Fonte: World Economic Forum via Flickr.
Forças israelenses atacam o sul do Líbano após alegada violação do Hezbollah, um dia depois de negociações em Roma mediadas pelos EUA
As Forças Armadas israelenses anunciaram o início de ataques direcionados no sul do Líbano na quarta-feira, citando uma "violação do Hezbollah" como justificativa. A ofensiva ocorreu um dia após a realização, em Roma, da mais recente rodada de negociações entre Israel e Líbano, mediadas pelos Estados Unidos. O Ministério da Saúde libanês confirmou que um ataque israelense à cidade de Tibnin, no sul do país, resultou na morte de uma pessoa e deixou outras 12 feridas.
Antes dos ataques, as Forças Armadas de Israel emitiram um alerta de retirada para a vila de Mansouri, localizada a cerca de 25 km de Tibnin, sinalizando que agiriam contra o grupo apoiado pelo Irã na região. Esse foi o primeiro alerta online emitido pelas Forças Armadas israelenses para o Líbano em mais de um mês. No final de junho, panfletos já haviam sido lançados sobre a vila de Mansouri, instruindo os moradores a se retirarem, uma vez que Israel havia incluído a localidade em uma zona tampão autodeclarada no sul do Líbano. A informação foi confirmada à Reuters por um alto oficial militar libanês na época.
Apesar da presença das forças israelenses nas proximidades, alguns agricultores libaneses continuavam a acessar seus campos e residências nas localidades afetadas. Em 26 de junho, Líbano e Israel haviam chegado a um acordo de segurança mediado pelos Estados Unidos, com o objetivo de amenizar as hostilidades ao longo da fronteira. No entanto, Israel afirmou que manteria uma zona de segurança no sul do Líbano para eliminar a ameaça do Hezbollah. O contexto das negociações em Roma e a retomada dos ataques israelenses evidenciam a fragilidade do cessar-fogo vigente, com o Hezbollah no centro das tensões entre os dois países.