Gaza registra cinco mortos em ataques israelenses

Benjamin Netanyahu primeiro ministro de israel
Entre as vítimas estão duas crianças; usina de dessalinização foi destruída e Hamas condena ataques como tentativa de privar habitantes de recursos
As autoridades de Gaza informaram que cinco pessoas, incluindo duas crianças, foram mortas nesta segunda-feira (24) em ataques israelenses no território palestino. Os incidentes ocorreram em diferentes pontos da Faixa de Gaza, com relatos de bombardeios e disparos de artilharia que atingiram áreas residenciais e infraestrutura civil. Dois palestinos morreram ao amanhecer após uma barraca ser bombardeada em Deir al Balah, no centro da Faixa de Gaza, segundo equipes de resgate da Defesa Civil, órgão que opera sob a autoridade do movimento islamista Hamas. No sul do território, uma menina foi morta por disparos de artilharia israelense ao norte de Khan Yunis, conforme informaram a Defesa Civil e o Hospital Nasser. O Exército israelense declarou à AFP que não tinha conhecimento do incidente. Ainda em Khan Yunis, um adulto morreu e cinco pessoas ficaram feridas em outro ataque israelense, de acordo com as equipes de resgate.
No campo de refugiados de Al Bureij, no centro de Gaza, uma criança de quatro anos perdeu a vida em um bombardeio. A Defesa Civil relatou que um quarteirão inteiro de residências foi destruído na região, e que uma mãe e seu filho foram resgatados dos escombros de outra casa na mesma área.
Na Cidade de Gaza, no norte do território, uma usina de dessalinização foi detonada após aviões de combate israelenses lançarem três mísseis contra a instalação. O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, condenou o bombardeio, classificando-o como uma "nova tentativa de privar os habitantes de Gaza de todos os meios de sobrevivência". O Exército israelense, em resposta à AFP, negou ter bombardeado a usina de dessalinização e afirmou que o alvo era um depósito de armas do Hamas localizado nas proximidades, dentro de uma mesquita. "Essas instalações, localizadas dentro de duas mesquitas na Faixa de Gaza, eram usadas por terroristas do Hamas para esconder e armazenar armas. Antes dos ataques, foram emitidos alertas à população com o objetivo de reduzir os danos aos civis", declarou o Exército, acrescentando que a outra instalação atacada ficava em Deir al Balah.
A ofensiva militar de Israel em resposta ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023 já deixou mais de 73.300 mortos em Gaza, segundo dados do Ministério da Saúde do território palestino, números considerados confiáveis pela ONU. O conflito teve início com o ataque de militantes do Hamas em território israelense, que resultou em 1.221 mortos, conforme balanço da AFP baseado em números oficiais israelenses. Desde o cessar-fogo em vigor a partir de outubro, Israel controla mais de 60% do território palestino, e os índices de violência e mortes em Gaza foram reduzidos, embora os ataques não tenham cessado. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, desde o início da trégua, as operações israelenses mataram 1.288 pessoas. O Exército israelense, por sua vez, informou que cinco soldados e um prestador de serviços civil foram mortos no mesmo período.