Gaza: plano de paz dos EUA segue em vigor

Gaza. Fonte: Wikipedia/ Creative Commons
Autoridade do Conselho da Paz garante que negociações com Israel continuam após Netanyahu rejeitar retirada de tropas de Gaza
O plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Gaza segue em vigor e as negociações com Israel continuam avançando. A afirmação foi feita nesta segunda-feira por uma autoridade do Conselho da Paz, após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitar a retirada das tropas israelenses enquanto o Hamas não estiver "verdadeiramente desarmado". No domingo, Netanyahu reafirmou publicamente sua oposição ao plano para Gaza em declarações televisionadas dirigidas ao seu governo de direita. A posição foi mantida mesmo com as Forças de Defesa de Israel tendo efetivamente suspendido os ataques no território sob pressão dos Estados Unidos. "O plano continua em pleno vigor e avançando", declarou a autoridade à Reuters.
A mesma fonte detalhou que "o processo se baseia na implementação e na verificação no local. As discussões com Israel continuam, e a estrutura foi concebida de forma que cada etapa só avance depois que os compromissos exigidos forem cumpridos". Trump anunciou no mês passado um avanço em seu plano para encerrar a guerra em Gaza, com o qual tanto Israel quanto o Hamas teriam concordado. Pelo acordo, as forças israelenses devem se retirar gradualmente à medida que o Hamas se desarme, enquanto uma Força Internacional de Estabilização atuaria ao lado de uma nova força policial palestina para garantir a segurança do enclave. Complicações surgiram desde então, com questionamentos sobre o cronograma de implementação do plano.
Apesar das divergências, a autoridade do Conselho da Paz buscou tranquilizar sobre o andamento das negociações. "O roteiro está entre o Conselho de Paz e o Hamas, e as discussões com Israel continuam. Não está sendo pedido a Israel que confie cegamente ou que tome medidas irreversíveis antes que passos verificáveis sejam dados no terreno", afirmou a autoridade. O impasse entre a posição de Netanyahu e o plano proposto por Trump coloca em evidência as tensões em torno do processo de paz em Gaza, ainda que o Conselho da Paz reforce que o acordo permanece como base das negociações em curso.