Jovem de 20 anos relata alívio após prisão de ex-companheiro agressor

Violência contra a mulher
Vítima de 20 anos relata ameaças de morte e agressões do ex-companheiro Everton de Oliveira, preso preventivamente em BH
Uma jovem de 20 anos, vítima de violência doméstica em Belo Horizonte, relatou sentir alívio após a prisão preventiva do ex-companheiro, Everton de Oliveira, de 34 anos. A vítima, que pediu para não ser identificada, viveu um relacionamento de quatro anos com o suspeito, com quem tem um filho. Segundo a jovem, o casal enfrentava brigas e discussões frequentes, mas ela afirma que não havia histórico de agressões físicas antes do episódio. A decisão de encerrar o relacionamento foi tomada justamente por causa dos conflitos constantes.
Everton de Oliveira, porém, não aceitava o término e, de acordo com a vítima, já havia feito ameaças de morte. "Eu que resolvi pôr fim no relacionamento, exatamente por causa das nossas brigas. Ele não aceitava o término e sempre deixou bem claro que, se um dia eu terminasse com ele, ele ia me matar", contou em entrevista à Itatiaia. Após a separação, a jovem afirma que evitava o contato direto com Everton de Oliveira. Como os dois têm um filho em comum, as informações eram repassadas por meio dos pais dela. Ainda assim, o ex-companheiro chegou a enviar recados por meio dos familiares da vítima.
De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu no dia 8 deste mês. A vítima havia acabado de chegar do trabalho e estava na rua, próxima de casa, quando foi surpreendida por Everton de Oliveira. Ela estava acompanhada de uma vizinha no momento do ataque, e seu atual namorado já havia deixado o local. Conforme as investigações, Everton de Oliveira agrediu a ex-companheira com golpes de capacete, além de socos e chutes. Vizinhos intervieram para conter as agressões, mas o suspeito conseguiu fugir antes da chegada da polícia. Durante o ataque, a jovem afirma que seus pensamentos estavam voltados para o filho. "Eu só pensava muito no meu filho e pedia a Deus para me tirar daquela situação, para não deixar eu morrer. Foi uma cena muito horrível, muito ruim mesmo", declarou.
Após as investigações, a delegada Ariane Alcântara, responsável pelo caso, solicitou a prisão preventiva de Everton de Oliveira. O mandado foi cumprido pela Polícia Civil na residência do investigado, no bairro Acaiaca, em Belo Horizonte. A prisão trouxe alívio para a vítima, que temia que as ameaças e agressões se repetissem caso ele permanecesse solto. "Agora eu quero que a Justiça seja feita e que ele pague pelos atos dele. Eu só quero que a Justiça seja feita mesmo", afirmou a jovem. A preocupação da vítima também envolve o filho e a própria família. Ela destacou o impacto emocional da prisão de Everton de Oliveira para todos ao seu redor. "É um alívio pelo meu filho e pela minha família também. Ele mandava recados pela minha família. Foi um alívio muito grande saber que ele foi preso."