Eclipse lunar quase total encanta brasileiros em várias cidades

A Lua durante um eclipse lunar parcial no céu sobre Brasília, Brasil, em 28 de agosto de 2026 - Foto: Adriano Machado
Planetários, mirantes e museus organizaram eventos especiais para observar o eclipse lunar, que encobriu 96% da Lua
Brasileiros de diferentes regiões do país se reuniram durante a madrugada desta sexta-feira, 28, para acompanhar o eclipse lunar parcial. Planetários, mirantes e museus organizaram eventos especiais para observar o fenômeno, que pôde ser visto em várias partes do mundo. No Brasil, foi possível acompanhar todas as fases do eclipse, que foi quase total: a sombra da Terra encobriu 96% da Lua.
No Rio de Janeiro, o Planetário do Rio disponibilizou 500 ingressos gratuitos para a programação. A procura foi tão grande que os ingressos disponíveis na bilheteria se esgotaram em apenas um minuto. O público chegou preparado para passar a madrugada no local, com algumas pessoas levando cadeiras de praia para acompanhar o fenômeno com mais conforto.
Antes do eclipse, os visitantes assistiram a uma projeção do céu na sala de cúpula. Em seguida, o terraço do museu serviu como plateia para observar a Lua a olho nu e com telescópios, ao som de música ao vivo. Após um dia chuvoso na cidade, o tempo abriu durante a noite, permitindo que todos acompanhassem o fenômeno sem problemas.
A dona de casa Neusa Maria da Silva foi ao evento acompanhada da filha e da neta. Ela contou que já havia visto um eclipse no mesmo local, quando tinha cerca de 17 anos. "Eu já vi aqui, mas eu tinha uns 17 anos. Agora para mim tá sendo valioso, uma experiência maravilhosa. Tô adorando."
No início do eclipse, a Lua foi ficando encoberta e ganhou um tom amarelado. No auge do fenômeno, à 1h13, ficou avermelhada. O eclipse lunar acontece quando a Terra fica alinhada entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do planeta seja projetada sobre a superfície lunar. A porcentagem da Lua coberta pela sombra determina o grau do eclipse. "Aí a porcentagem do que vai ser coberto é que dá o tamanho da parcialidade. Então esse é um eclipse quase total", explica o astrônomo Alexandre Cherman.
Observação em várias cidades
O eclipse também foi acompanhado em outras regiões do país. Em São Luís, um mirante organizou uma programação especial para o público. Em Olinda, um grupo se reuniu no Alto da Sé para observar o fenômeno, reunindo apaixonados por astronomia. Em Belo Horizonte, a observação ocorreu no Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, que também reuniu um grande número de pessoas interessadas no evento.
"Eu fico fascinada, adoro ver. Para mim toda vez é motivo para vir e fiquei feliz que tá lotado", contou a designer de moda Rafaella Cervantes, presente em Belo Horizonte. Outra participante destacou sua paixão pela astronomia mesmo enfrentando as condições da madrugada: "Eu sou uma entusiasta do céu, da astronomia. Tô aqui passando um pouquinho de frio com sono, mas estamos firmes", apontou a dentista Malu Siqueira.
Para o astrônomo Alexandre Cherman, eventos como esse têm um papel importante na aproximação entre a população e a ciência. "Para mim, essa possibilidade de levar astronomia e ciência do modo geral para as pessoas é o que mais encanta esse tipo de fenômeno", pontuou.
O próximo grande eclipse lunar será total e está previsto para 25 de junho de 2029.