Inflação dos EUA no alvo derruba dólar e juros futuros no Brasil

Dólar cai 0,45% após dados de inflação dos EUA virem em linha com expectativas, reduzindo pressão por alta de juros pelo Fed
O dólar recuava ante o real nesta quarta-feira, após a divulgação dos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que vieram em linha com as expectativas do mercado. Por volta das 9h40, o dólar à vista caía 0,45%, sendo negociado a R$ 5,1407 na venda, enquanto o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento na B3 recuava 0,11%, a R$ 5,177 na venda. O movimento de queda ocorreu após o dólar ter encerrado a sessão de terça-feira em alta de 1,04%, aos R$ 5,1639, o maior valor de fechamento desde 3 de julho, quando havia registrado R$ 5,1688.
Investidores estavam atentos aos dados de inflação dos EUA em busca de sinais sobre a trajetória da política monetária do Federal Reserve. O índice de preços ao consumidor norte-americano avançou 0,1% em julho na comparação mensal e 3,4% na base anual, ambos em linha com o esperado em pesquisa da Reuters, o que potencialmente enfraquece o argumento para uma alta dos juros no próximo mês. O núcleo do índice, por sua vez, subiu 0,2% sobre o mês anterior e 2,5% na base anual, também igualando as expectativas, conforme dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA.
No exterior, o índice do dólar, que mede a moeda norte-americana contra uma cesta de seis divisas, apresentava leve recuo. Mais cedo, o índice havia sido sustentado por novas tensões no Golfo Pérsico, com ataques separados de Estados Unidos e houthis do Iêmen a navios. O Irã afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os EUA aceitem suas condições.
No cenário doméstico, o IBGE informou que o setor de serviços brasileiro ficou estável em junho na comparação com o mês anterior, encerrando o segundo trimestre de forma contrária à expectativa de nova queda. Às 11h30, o Banco Central realizou leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro.
As taxas dos DIs também apresentavam leve recuo nesta quarta-feira pela manhã. A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,86%, ante ajuste de 13,914% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 recuava a 14,48%, ante o ajuste de 14,534%.