Presidente da Colômbia convoca comitê de emergência após terremoto

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Presidente colombiano lidera operações de resgate após terremoto de magnitude 7,4 deixar mais de 70 mortos no país
O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, convocou um comitê de emergência após um terremoto de magnitude 7,4 atingir o país na manhã desta quinta-feira. O tremor, cujo epicentro foi registrado na cidade de San José del Palmar, a 400 quilômetros de Bogotá, deixou mais de 70 mortos, além de feridos e pessoas presas sob escombros. De La Espriella cancelou sua agenda e viajou para Bogotá para liderar pessoalmente as operações de resposta ao desastre. "Convocamos um Posto de Mando Unificado na UNGRD, de onde liderarei pessoalmente as ações para atender às comunidades do Chocó, o Eje Cafetero e todas as zonas afetadas", escreveu o presidente em sua conta no X.
Em mensagem direcionada à população afetada, De La Espriella declarou: "Aos colombianos que hoje atravessam momentos difíceis, quero dizer: vocês não estão sozinhos. Vocês têm um presidente que se importa com seu povo e que fará tudo o que for necessário para protegê-los, acompanhá-los e avançarmos juntos na reconstrução das regiões afetadas." O terremoto atingiu a Colômbia às 7h34 do horário local (9h34 no horário de Brasília). As mortes foram confirmadas nos departamentos de Risaralda, Valle del Cauca, Chocó e Caldas. No departamento de Risaralda, três vítimas perderam a vida dentro do Aeroporto Internacional de Matecaña. O número de mortos deve aumentar, já que ainda há pessoas presas sob os escombros. Seis aeroportos no oeste da Colômbia suspenderam suas operações em razão dos danos estruturais causados pelo terremoto. A Aeronáutica Civil informou que as operações aéreas permanecerão suspensas até que uma avaliação completa dos danos seja concluída.
Internamente, o governo colombiano mobilizou ao menos 100 profissionais de resgate, deslocados de Bogotá para municípios do interior, com o objetivo de auxiliar nas buscas por sobreviventes. O chanceler Omar Bula, seguindo orientações de De La Espriella, manteve contato permanente com representantes de diversos países que ofereceram apoio. Vários países se prontificaram a ajudar nas buscas por sobreviventes, entre eles os Estados Unidos, o Equador e o México. A Venezuela, que registrou mais de 6 mil mortos em um terremoto ocorrido neste ano, manifestou solidariedade às famílias das vítimas colombianas.
O Brasil também se posicionou, afirmando que "está à disposição para prestar o apoio necessário". O presidente Lula (PT) declarou: "Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano." O governo colombiano agradeceu as manifestações de solidariedade, mas ainda não informou se aceitará a ajuda estrangeira. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia emitiu uma nota oficial informando que "coordenará com a Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD) o recebimento da assistência humanitária para apoiar a resposta do país, que está sendo liderada pelo presidente De La Espriella." O tremor também foi sentido em Manaus, no Brasil, onde alguns prédios foram esvaziados por precaução.