Coreia do Norte enfrenta calor recorde

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Temperaturas próximas a 40ºC atingem a península coreana, com recordes históricos na Coreia do Sul e alertas de emergência em vigor
Uma onda de calor recorde está castigando a península coreana, elevando as temperaturas tanto na Coreia do Sul quanto na Coreia do Norte a níveis históricos. As autoridades dos dois países ampliaram as medidas de emergência, enquanto a população busca alívio em praias, parques aquáticos e riachos urbanos. Nesta segunda-feira (3), a mídia estatal da Coreia do Norte relatou temperaturas próximas a 40ºC em diversas regiões do país, com alertas de calor previstos para permanecer em vigor durante toda a semana. "Até 9 de agosto, a maior parte das áreas ao sul da região central, bem como algumas regiões do norte, devem experimentar um clima quente e úmido, com umidade relativa média diária acima de 70% e máximas diurnas de 33 a 35 graus Celsius", afirmou o apresentador do noticiário da KRT. Imagens divulgadas pela mídia estatal mostraram norte-coreanos lotando os parques aquáticos da capital, Pyongyang, em busca de alívio das temperaturas sufocantes. Na Coreia do Sul, a situação também é crítica.
A Administração Meteorológica da Coreia (KMA) emitiu seu primeiro alerta de onda de calor severa para partes da capital, Seul, e da província vizinha de Gyeonggi. A cidade de Yangsan registrou 42,5°C no último domingo (2), a temperatura mais alta já documentada em 122 anos de observações meteorológicas no país. Diante do cenário extremo, os distritos de Seul ampliaram os abrigos com sistema de resfriamento e passaram a distribuir água e guarda-sóis gratuitamente à população. A cidade de Yangsan, por sua vez, intensificou as operações de pulverização de água e a distribuição de água potável nas áreas mais afetadas. A primeira-ministra sul-coreana, Han Seong-sook, ordenou que ministérios e governos locais mobilizem todos os recursos disponíveis para responder aos riscos impostos pelas ondas de calor e pela seca. O governo elevou o alerta de resposta ao segundo nível mais alto, liberando financiamento para ações de socorro e determinando inspeções mais frequentes nas regiões afetadas.
No riacho Cheonggyecheon, em Seul, onde a cidade realiza um festival aquático de verão com áreas temporárias para brincar na água e espaços para se refrescar, famílias inteiras buscavam alívio do calor intenso. "Quarenta graus não era uma temperatura que costumávamos ver na Coreia, mas agora parece que vemos isso o tempo todo", disse Park Jin-woo, de 39 anos, que levou os filhos para se refrescarem no local. O sentimento é compartilhado por outros moradores. "Esta crise climática tornou-se algo que os cidadãos podem sentir na própria pele", acrescentou Lee Jub-young, de 43 anos. A onda de calor que atinge a península coreana reflete um padrão de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes na região, com recordes históricos sendo quebrados e autoridades em estado de alerta máximo para proteger a população.