MG: cocaína representa 90% das drogas apreendidas em 2026

Fachada da Receita Federal
Receita Federal apreendeu 379 kg de cocaína em Minas Gerais no primeiro semestre de 2026, mais de 90% do total de drogas retiradas de circulação
A cocaína foi a droga mais apreendida pela Receita Federal em Minas Gerais no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram retirados de circulação 384,74 quilos de drogas no estado, sendo 379 quilos referentes à cocaína, o que representa mais de 90% do total de entorpecentes apreendidos no período. Também foram registradas apreensões de 5,49 quilos de maconha e 300 gramas de outros tipos de substâncias.
Apesar do volume expressivo, o resultado é inferior ao registrado no mesmo período de 2025. O delegado da Alfândega de Belo Horizonte e auditor fiscal Flávio Machado explicou que a diferença se deve, principalmente, a uma apreensão histórica realizada no ano anterior. "Em relação ao ano de 2025, houve um decréscimo, porque no ano de 2025 houve uma apreensão recorde feita pela Receita Federal de cocaína sendo exportada por meio de carga. Essa carga era de 1 tonelada e 230 quilos, que nós identificamos como cocaína. Ainda assim, os 379 quilos de 2026 são bastante representativos enquanto apreensão de drogas pela Receita Federal", explicou Flávio Machado.
Segundo o delegado da Alfândega de Belo Horizonte, a Receita Federal atua em diferentes frentes de fiscalização para combater o tráfico de entorpecentes. As drogas podem ser encontradas em bagagens de passageiros, em encomendas transportadas por empresas e pelos Correios, além de cargas que transitam por recintos alfandegados. Operações nas estradas também são realizadas em parceria com outros órgãos de segurança. "As drogas são apreendidas em todos os tipos possíveis de local, da bagagem quando vem com viajante, até as encomendas fiscalizadas nas transportadoras e nos Correios.
A gente tem um trabalho realizado nas estradas, em parceria com outros órgãos, como a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal", afirmou o auditor fiscal. A fiscalização também permite identificar tentativas de exportação de drogas e a entrada de entorpecentes no país escondidos em meio a outras mercadorias. Para Flávio Machado, a retirada das drogas de circulação vai além de uma ação de segurança pública, representando também um impacto direto sobre as finanças do crime organizado. "Tirando uma quantidade maior de droga de circulação, estrangulando o retorno financeiro do crime organizado e trazendo um maior retorno de segurança e de proteção a toda a sociedade", destacou o delegado da Alfândega de Belo Horizonte. As ações de fiscalização da Receita Federal integram o trabalho contínuo de combate ao tráfico de drogas e de controle das mercadorias que entram e saem do país, reforçando a atuação do órgão na proteção da sociedade.