Ceuta registra mais de cem mortes em travessia

Governador Juan Jesus Vivas confirma aumento no número de mortes e estima que milhares de imigrantes ainda estão na cidade espanhola.
O número de mortes de imigrantes durante a travessia marítima entre Marrocos e a cidade espanhola de Ceuta subiu para mais de cem pessoas, conforme anunciado nesta quinta-feira (6) pelo governador local, Juan Jesus Vivas. O dado representa uma atualização do balanço anterior sobre a crise migratória que abalou a região na semana passada. Em seu novo pronunciamento sobre a situação, Vivas informou também que entre 3.000 e 5.000 imigrantes que cruzaram a fronteira na semana passada ainda permanecem em Ceuta.
A cidade espanhola, localizada no norte da África e cercada por território marroquino, enfrenta uma das maiores crises migratórias de sua história recente, com autoridades locais tentando administrar o grande fluxo de pessoas que chegaram em poucos dias. Ceuta é um enclave espanhol que faz fronteira direta com Marrocos e representa um dos principais pontos de entrada irregular para a Europa. A travessia pelo mar, considerada perigosa, tem sido utilizada por milhares de imigrantes em busca de melhores condições de vida no continente europeu. O número elevado de mortes reforça os riscos enfrentados por quem tenta realizar essa passagem.