Sistema acionado salvou piloto que caiu na Grande BH; ele está internado

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Sistema CAPS do Cirrus SR22 foi acionado durante queda em Serra Azul, na Grande BH, e garantiu a sobrevivência do piloto de 29 anos
Um avião monomotor modelo Cirrus SR22, de prefixo PR-VMI, caiu na manhã desta terça-feira (25) em Serra Azul, distrito de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Imagens registraram o momento da queda e chamaram atenção por mostrar a aeronave descendo com um paraquedas acionado, algo incomum em situações do tipo. O equipamento faz parte do sistema de segurança da aeronave, conhecido como CAPS. O Cirrus Airframe Parachute System (CAPS) é um sistema desenvolvido especificamente para situações de emergência. Quando acionado, ele lança um paraquedas que reduz a velocidade de descida da aeronave, permitindo que ela chegue ao solo de forma mais controlada e segura. Segundo o comandante Hilton Rayol, especialista em aviação civil, o piloto aciona uma alavanca do CAPS durante a emergência, o paraquedas se abre e a aeronave fica suspensa, com os ocupantes permanecendo dentro dela.
O paraquedas é acionado por um foguete balístico acoplado à fuselagem, o que garante sua abertura bem-sucedida independentemente da altitude, rotação ou inversão da aeronave. De acordo com a Associação de Proprietários e Pilotos de Cirrus (COPA, da sigla em inglês), testes mostram que o sistema leva apenas 8 segundos para reduzir a velocidade de avanço para zero. Um estudo da Universidade Wright State, de Ohio, nos Estados Unidos, apontou que, quando o CAPS é acionado, os ocupantes de uma aeronave Cirrus têm 13 vezes mais chances de sobreviver a um acidente. Até 17 de julho deste ano, segundo dados da COPA, 302 pessoas sobreviveram a acidentes envolvendo aviões Cirrus equipados com o sistema. O Cirrus SR22 é chamado de "Ferrari dos aviões" por alguns especialistas e tem capacidade para um piloto e três passageiros. A
aeronave envolvida no acidente possui Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ela decolou do Aeroporto da Pampulha por volta das 7h34 e realizou o pouso de emergência às 7h49. Conforme o Corpo de Bombeiros, o avião realizava um voo intermunicipal com destino a uma possível manutenção quando apresentou uma pane, seguida de uma pequena explosão e incêndio. O piloto, de 29 anos, acionou o CAPS diante da situação. Ele foi retirado da aeronave em segurança e transportado pelo helicóptero Arcanjo ao Hospital João XXIII, com suspeita de inalação de fumaça. Equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionadas para apurar as causas do acidente. O órgão foi procurado para um posicionamento e aguarda retorno.