Caiado detona currículo de Flávio Bolsonaro após polêmica sobre pós

© Valter Camargo/Agência Brasil
Ex-governador de Goiás afirma que único currículo do senador é a certidão de nascimento, após polêmica sobre pós-graduação na UFRJ
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) intensificou suas críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Na quarta-feira (12), Caiado afirmou que o currículo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro se resume à certidão de nascimento, em declaração repercutida pela CNN. A provocação tem como pano de fundo uma polêmica sobre o histórico acadêmico do senador. Perfis oficiais de Flávio Bolsonaro nas páginas do Senado Federal e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) indicam que ele possui pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No entanto, a instituição, quando consultada, informou não ter registros de que o parlamentar tenha estudado em seus cursos.
Após a repercussão do caso, a campanha de Flávio Bolsonaro se manifestou, atribuindo a inconsistência a "erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia". A justificativa, porém, não foi suficiente para conter as críticas de Caiado, que levou o assunto também para as redes sociais. "Quem mente no currículo não tem compromisso com a verdade na hora de governar. Isso é um fato!", declarou o ex-governador em publicação nas plataformas digitais, reforçando o tom de confronto com o adversário na corrida presidencial.
Além das críticas ao currículo, Caiado também direcionou ataques ao presidente Lula na mesma quarta-feira. O pré-candidato do PSD classificou tanto Flávio Bolsonaro quanto o atual presidente como "covardes e amarelões", caso ambos optem por não participar dos debates presidenciais no primeiro turno das eleições de 2026. As declarações fazem parte de um padrão de comportamento que Caiado vem adotando nas últimas semanas. O ex-governador tem endurecido progressivamente o discurso contra a família Bolsonaro, chegando a comparar Eduardo Bolsonaro ao personagem Pateta em ocasião anterior.