Brics avaliam integração de pagamentos digitais

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Presidente do Banco Central da Índia, Sanjay Malhotra, afirma que CBDCs e sistemas de pagamentos rápidos estão em discussão no bloco
Os países do Brics estão avaliando formas de integrar seus sistemas de pagamentos rápidos e as moedas digitais emitidas por bancos centrais. A afirmação foi feita nesta terça-feira (11) pelo presidente do Banco Central da Índia, Sanjay Malhotra, durante um evento realizado em Mumbai. Segundo Malhotra, a integração de sistemas de pagamentos e o uso das chamadas CBDCs — moedas digitais emitidas por bancos centrais — estão entre as alternativas em análise para facilitar transações entre os países membros e reduzir os custos nas operações internacionais. "Os pagamentos transfronteiriços são uma área de interesse para todos nós, incluindo os países do Brics, pois acreditamos que há grande potencial para reduzir custos", declarou Malhotra. "Várias opções estão em discussão, mas ainda estão em fase de debate, incluindo as CBDCs e as integrações entre sistemas de pagamentos rápidos", acrescentou.
As discussões ocorrem em antecipação à cúpula do Brics de 2026, que será sediada pela Índia. O bloco reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e outros países membros. A Reuters informou no início deste ano que o Banco Central da Índia recomendou ao governo que uma proposta para conectar as moedas digitais dos bancos centrais dos países do Brics fosse incluída na pauta da cúpula.
A iniciativa integra os esforços do bloco para facilitar transações entre seus membros e ampliar o uso de alternativas aos sistemas tradicionais de pagamentos internacionais, reduzindo a dependência de estruturas financeiras convencionais. Malhotra também sinalizou que o Banco Central da Índia seguirá trabalhando para internacionalizar a rúpia e expandir o uso de moedas locais tanto em pagamentos quanto no comércio entre países. A estratégia visa aumentar a presença da moeda indiana em operações internacionais e diminuir a dependência de divisas estrangeiras nas transações comerciais. A integração de sistemas de pagamentos rápidos poderia permitir que transferências entre países fossem realizadas com mais agilidade e a custos menores. No entanto, os detalhes sobre uma eventual conexão entre as plataformas ainda estão sendo debatidos pelos membros do bloco.