Banco Genial multado em R$ 21,6 mi pelo BC por operações de câmbio

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
Banco Central pune o Banco Genial por irregularidades em câmbio e inabilita CEO André Schwartz por quatro anos
O Banco Central (BC) aplicou multas que somam R$ 21,6 milhões contra o Banco Genial por irregularidades em operações de câmbio. Além das penalidades financeiras, o BC também inabilitou o CEO da instituição, André Schwartz, por um período de quatro anos. As medidas foram anunciadas na quarta-feira (12/8) pelo Comitê de Decisão de Processo Administrativo Sancionador (Copas) do BC. O Banco Genial, que integra o grupo da Genial Investimentos, informou por meio de nota oficial que pretende recorrer da decisão.
As sanções envolvem ainda multas no valor total de R$ 1,4 milhão aplicadas contra três diretores da instituição, incluindo o próprio CEO, penalizado em R$ 516 mil. Segundo o Copas, André Schwartz atuou como diretor responsável pela área de câmbio durante a contratação de operações no valor de US$ 520 milhões com clientes não certificados, considerados sem qualificação para esse tipo de transação.
No processo, o Banco Genial foi acusado de atrasar ou omitir comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) referentes a operações suspeitas no valor de US$ 421,18 milhões de um cliente. O BC também apontou que o banco não verificou adequadamente a qualificação de seus clientes. O Banco Genial esclareceu que o processo diz respeito a operações de câmbio realizadas entre novembro de 2020 e outubro de 2021.
A instituição criticou a decisão, alegando que o Copas "interpretou fatos de mais de cinco anos atrás a partir de normas que entraram em vigor somente em fevereiro deste ano". O comunicado do Banco Genial acrescenta: "O Banco Genial está completamente em dia com as normas vigentes. Ao final do processo, foram definidas ao todo 21 absolvições, o que demonstra o exagero e a injustiça da acusação. A instituição financeira tem governança robusta e sempre cumpriu a regulação, e adotará as medidas cabíveis para anular as injustas condenações". O caso evidencia o rigor do Banco Central no monitoramento de operações de câmbio e no cumprimento das normas de comunicação ao Coaf, enquanto o Banco Genial se prepara para contestar as penalidades na esfera recursal.