Investigação aponta possível ajuda interna em furto de obras na Itália

Obras foram furtadas por quadrilha no último dia 15 de agosto • Reprodução Ansa
Investigadores apuram possível envolvimento interno no MuMe após roubo de obras de Antonello da Messina na Sicília
As investigações sobre o roubo de valiosas obras do pintor renascentista Antonello da Messina ganharam novos desdobramentos na Itália nesta terça-feira (18).
Os investigadores apuram a possibilidade de cumplicidade interna no Museu Regional Interdisciplinar de Messina (MuMe), na Sicília, para explicar como os criminosos conseguiram burlar os sistemas de segurança e agir com tamanha rapidez.
O crime aconteceu na noite do último sábado (15), durante um feriado local. Em uma ação que durou cerca de três minutos, os invasores retiraram e levaram três painéis do célebre "Políptico de São Gregório", de 1473, obra de Antonello da Messina, além do painel de dupla face "Pietá", que estava protegido dentro de uma vitrine blindada. Outros dois painéis foram abandonados durante a fuga.
A precisão do ataque levantou a suspeita de que os ladrões contavam com informações privilegiadas ou com a ajuda de pessoas ligadas ao próprio museu.
Em paralelo, peritos analisam possíveis falhas nos alarmes e no monitoramento para entender como o grupo agiu sem acionar o sistema de segurança no momento da invasão.
As autoridades trabalham com a hipótese principal de que o roubo tenha sido encomendado para abastecer o mercado ilegal e o colecionismo clandestino de obras de arte.
As peças de Antonello da Messina são avaliadas em dezenas de milhões de euros e representam um patrimônio de valor incalculável para o acervo cultural italiano e para a história do Renascimento.