Flávio acusa Moraes de “enterrar vivo” o pai e cita regimes autoritários

(Crédito: Antônio Augusto / STF)
Flávio Bolsonaro critica Alexandre de Moraes e diz que ministro do STF quer "enterrar vivo" o ex-presidente Jair Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal da Itatiaia na manhã desta terça-feira (18) e fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Flávio, o ministro quer “enterrar vivo” o ex-presidente Jair Bolsonaro ao impedir que ele se comunique por cartas ou receba visitas de seus filhos. O senador comparou a situação do pai com regimes históricos autoritários, afirmando que, mesmo em ditaduras como a de Benito Mussolini, na Itália, e durante o regime do apartheid, na África do Sul, os presos tinham o direito de se comunicar por correspondência.
Para Flávio, o Brasil vive hoje sob um tribunal cujos ministros atuam sem imparcialidade. “Isso é mais um sintoma de que não estamos em uma democracia plena. Não é porque uma pessoa está com os direitos políticos cassados que ela não pode ter opinião. Até na Itália de Mussolini, símbolo desse nefasto período do fascismo pelo qual o mundo passou, os presos podiam se comunicar por cartas. Na África do Sul, Mandela pode se comunicar por cartas.
Aqui, o relator do processo dele, Alexandre de Moraes, não permite que ele sequer se comunique por cartas. Proíbe a visita de seus filhos, proíbe tudo. Ele quer matar, enterrar vivo o presidente Bolsonaro. Só que o efeito é o contrário. As pessoas se indignam”, declarou Flávio Bolsonaro.
Durante a entrevista, o candidato também falou sobre o uso da imagem de Jair Bolsonaro em sua campanha. Flávio afirmou que pretende manter o pai presente em todos os momentos da disputa eleitoral, mas que seguirá as orientações de sua equipe jurídica para definir os limites desse uso.
“O presidente Bolsonaro vai estar sempre, em todos os segundos na minha campanha, no meu coração, na minha cabeça, sempre ao meu lado. Ele é a referência para tudo. É difícil comparar o Pelé com o filho do Pelé. O presidente é o Pelé e eu sou o Flávio Bolsonaro, tenho o sangue do Bolsonaro, mas vou fazer do meu jeito, com minhas convicções, com o que aprendi com ele, aprendi muito com seus acertos e erros. Vai ser uma campanha que o jurídico vai me dar o limite, até onde posso usar a imagem de Bolsonaro”, afirmou o senador.
As declarações de Flávio reforçam o tom de confronto com o STF que tem marcado o discurso do PL, partido que aposta na candidatura do senador como continuidade política do legado de Jair Bolsonaro.
Para Flávio, as restrições impostas por Alexandre de Moraes ao ex-presidente produzem o efeito contrário ao pretendido, gerando indignação na população.