Viih Tube e Eliezer lançam reality com funcionários e recebem críticas

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O programa "As Patroas", de Viih Tube e Eliezer, gerou revolta nas redes após desafios considerados humilhantes para os empregados da família.
Os ex-BBBs Viih Tube e Eliezer se tornaram alvo de críticas nas redes sociais após o lançamento do reality show "As Patroas". O programa, que estreou na última terça-feira (30), propõe que 11 funcionários da família compitam entre si por um prêmio de R$ 20 mil, além de outros benefícios. Entre os participantes estão as babás dos dois filhos do casal, motorista, cozinheira, lavadeira e governanta.
Além do prêmio final de R$ 20 mil, o vencedor pode acumular valores em outras provas, chegando a R$ 30 mil, somados a benefícios no local de trabalho. A vencedora do primeiro episódio levou R$ 1 mil e um benefício escolhido pelo público, entre opções como uma sessão de massagem, um jantar em restaurante à própria escolha ou o direito de chegar mais tarde ao trabalho durante a semana. Os episódios são publicados às terças e sábados nos perfis do Instagram de Viih Tube e Eliezer. Nas terças, acontece o "Desafio CLT", que vale R$ 1 mil para o prêmio final e define a "Patroa da Semana", contemplada com uma regalia escolhida pelo público. Funcionários que faltarem às gravações são eliminados da competição.
Uma das dinâmicas do reality foi o estopim para a indignação de internautas. Durante um dos desafios, moedas foram escondidas no banheiro e, para encontrá-las, os funcionários precisaram enfiar a mão no vaso sanitário e revirar uma lixeira cheia de papéis. A cena rapidamente se espalhou pelas redes sociais e provocou forte reação do público.
Nas redes sociais, os espectadores não pouparam críticas à estreia de "As Patroas". "O programa, por si só, já é humilhante, e ainda fazem os empregados colocarem a mão dentro do vaso. Desumano já", escreveu um usuário do X, antigo Twitter. "Sinceramente, como que ela pensou nisso e achou que seria uma boa ideia? Ela vive sendo criticada e agora ela vai e faz um reality pra farmar grana humilhando CLT", criticou uma internauta.
Outra pessoa também se manifestou sobre o argumento de que a participação seria voluntária: "Muita gente comentando que elas não foram obrigadas. O ponto não é esse, é ela colocar as pessoas nessa situação. Ela achar legal oferecer um dinheiro (que elas precisam), pra fazer os funcionários se sujeitarem a situações humilhantes pra tentar ganhar os "benefícios"". O programa segue sendo debatido nas redes sociais, com opiniões divididas entre os que defendem o formato como uma oportunidade financeira para os trabalhadores e os que enxergam as dinâmicas como degradantes.