Valdemar quer Aécio na chapa do PL em Minas

Foto: Câmara dos Deputados/Reprodução
Presidente do PL se reuniu com Aécio Neves para propor aliança em Minas e possível apoio tucano a Flávio Bolsonaro na corrida ao Planalto
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, entrou em campo para negociar uma possível aliança com o PSDB de Aécio Neves em Minas Gerais e, eventualmente, na disputa pela Presidência da República. Segundo apurado pela coluna, os dois líderes se reuniram na semana passada para discutir o tema, ocasião em que Valdemar sugeriu que Aécio concorra ao Senado na chapa do PL em Minas.
O PL ainda não definiu se lançará candidato próprio ao governo estadual ou se apoiará outro nome. Uma das possibilidades em estudo é o apoio ao senador Cleitinho (Republicanos-MG) na disputa pelo Palácio Tiradentes. Aécio, no entanto, não deu uma resposta definitiva a Valdemar. Aliados do tucano ressaltam que a decisão não é simples e lembram que ele também recebeu ofertas semelhantes do MDB e do PDT. Em Minas, o MDB tem como pré-candidato a governador o ex-vereador Gabriel Azevedo, enquanto o PDT pretende lançar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil para o governo estadual. Interlocutores de Aécio afirmam que o cenário eleitoral mineiro está "congelado" até que o senador Cleitinho anuncie se será ou não candidato ao governo do estado em outubro.
A movimentação de Valdemar, portanto, depende diretamente dessa definição para avançar. A expectativa de Valdemar é de que uma eventual aliança com o PSDB em Minas resulte em apoio oficial dos tucanos à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. "Estamos torcendo para isso acontecer. (…) Importante o PSDB vir para nossa coligação", afirmou o presidente do PL. Apesar do otimismo, Valdemar reconheceu que nada foi acertado até o momento. "Não teve definição ainda, não fechamos nada ainda", pontuou o cacique. Parlamentares próximos a Aécio, por sua vez, avaliam como pequenas as chances de uma aliança formal do PSDB com o PL em torno da candidatura de Flávio ao Planalto, o que indica que as negociações ainda têm um longo caminho pela frente.