Uefa ameaça boicotar Copa do Mundo Feminina no Brasil

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Seis das dez melhores seleções do ranking feminino da Fifa são europeias e podem ficar fora do torneio de 2027 no Brasil
A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, pode ser o primeiro torneio a sofrer as consequências do boicote da Uefa à Fifa. Países europeus ameaçam retirar suas seleções de competições organizadas pela entidade máxima do futebol após o presidente Gianni Infantino anunciar planos para criar uma subsidiária privada responsável por administrar os torneios internacionais. Segundo informações da Sky News e da Bloomberg, a Uefa pretende começar o boicote justamente pela Copa do Mundo Feminina.
O estopim da crise foi o projeto de Infantino de criar a chamada Fifa Forward Enterprise (FFE), uma empresa privada que administraria competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, com possibilidade de vender participações minoritárias a investidores privados. A medida poderia gerar até US$ 4,2 bilhões (R$ 21,4 bilhões), mas provocou forte reação de associações de futebol ao redor do mundo. A presença europeia no torneio feminino de 2027 é expressiva. A Europa tem direito a 11 vagas na competição, além de uma vaga adicional a ser conquistada na repescagem intercontinental. Até o momento, quatro seleções do continente já garantiram classificação: Espanha, Alemanha, França e Dinamarca.